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Bolsonaro nega "toma lá, dá cá" com liberação de emendas

Oposição acusa governo de compra de votos em favor da aprovação da reforma da Previdência

9 jul 2019
21h21
atualizado em 10/7/2019 às 07h55
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Diante da acusação pela oposição de que o seu governo estaria usando a liberação de emendas parlamentares para obter votos em favor da aprovação da reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicou na noite desta terça-feira, 9, uma mensagem em sua conta no Twitter em que afirma estar "apenas cumprindo o que a lei determina".

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de posse do ministro da Secreataria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, no Palácio do Planalto, em Brasilia. 4/7/2019. REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de posse do ministro da Secreataria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, no Palácio do Planalto, em Brasilia. 4/7/2019. REUTERS/Adriano Machado
Foto: Adriano Machado / Reuters

"Por conta do orçamento impositivo, o governo é obrigado a liberar anualmente recursos previstos no orçamento da União aos parlamentares e a aplicação destas emendas é indicada pelos mesmos", escreveu.

Na tarde desta terça, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), anunciou que a sigla irá protocolar na Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação em que acusa o presidente por crime de improbidade administrativa "por compra de votos com dinheiro público".

Só na terça, o governo federal liberou R$ 1,13 bilhão em emendas parlamentares voltadas para a área da saúde. A decisão está formalizada em 37 portarias editadas ontem à noite em duas edições extraordinárias do Diário Oficial da União (DOU) publicadas com a data de segunda-feira.

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Estadão
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