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REEDIÇÃO-Ibovespa fecha em queda e com recorde de mais de R$120 bi em volume

15 abr 2026 - 17h04
(atualizado às 20h26)
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O Ibovespa voltou ‌a testar os 199 mil pontos nesta quarta-feira, mas fechou em queda, em pregão de ajustes e com volume financeiro recorde de mais de R$120 bilhões, encerrando uma série de onze altas, quando renovou suas máximas históricas e se aproximou da marca inédita de 200 mil pontos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,46%, a 197.737,61 pontos, no primeiro fechamento negativo de abril. Na sessão, chegou a 199.232,46 pontos na máxima e a 196.966,16 na mínima.

O volume financeiro ⁠somou quase R$120,3 bilhões, inflado por R$81 bilhões em operações relacionadas ao vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato ‌futuro do índice, segundo a B3.

O recorde anterior de volume havia sido registrado em 16 de dezembro de 2020, quando o movimento alcançou R$113,84 bilhões, segundo a B3.

Na véspera, o Ibovespa ultrapassou os 199 mil pontos pela primeira vez na história ‌no melhor momento, chegando a 199.354,81 pontos, mas não sustentou o fôlego ‌e encerrou a 198.657,33 pontos. Ainda assim, renovou recorde de fechamento e confirmou uma sequência de onze altas, ⁠período em que acumulou um ganho de mais de 9%.

Tal performance tem encontrado suporte no fluxo de estrangeiros que veem a América Latina como um porto seguro entre os mercados emergentes e o Brasil como o mais bem posicionado na região. 

De acordo com dados da B3, o saldo de capital externo está positivo em R$14,4 bilhões em abril até o dia 13, totalizando R$67,8 bilhões no ano.

Investidores continuaram atentos à guerra no Oriente Médio e na expectativa de retomada no final desta semana ‌das negociações para encerrar o conflito que começou no final de fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã. 

O barril do ‌petróleo sob o contrato Brent fechou em ⁠alta de 0,15%, a US$94,93, ⁠enquanto o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, avançou 0,8%, registrando novo recorde de fechamento, com agentes financeiros também analisando ⁠resultados corporativos.

DESTAQUES

-MBRF ON desabou 10,38%, após três altas seguidas, período em que ‌acumulou uma alta de 13,6%. O pregão ‌também contou com um "leilão" de 70 milhões de ações da companhia. De acordo com reportagem do Valor Econômico, o vendedor desse bloco foi o fundo árabe Salic e a operação foi feita pelo Citi.

-REDE D'OR ON recuou 5,68%, também sofrendo ajustes após seis altas seguidas, período em que contabilizou uma valorização de 6,7%. A sessão também ⁠contou com a venda de um bloco de 62 milhões de ações da rede de hospitais. Conforme o site Brazil Journal, o GIC, fundo soberano de Cingapura, foi o vendedor nesse "block trade" coordenado pelo JPMorgan.

-WEG ON caiu 3,74%, engatando o terceiro pregão seguido de baixa. Na véspera, analistas da XP publicaram relatório afirmando que esperam resultados relativamente fracos no primeiro trimestre e também reduziram suas previsões para os lucros neste ano e em ‌2027. O JPMorgan também colocou a ação em "negative catalyst watch" (observação para possíveis catalisadores negativos), citando cautela antes do balanço do primeiro trimestre.

-BANCO DO BRASIL ON cedeu 3,86%, pior desempenho entre os bancos no Ibovespa. Para analistas do BTG Pactual, o ⁠resultado do BB no primeiro trimestre do ano pode surpreender negativamente. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN subiu 1,1%, BTG PACTUAL UNIT fechou com elevação de 1,71% e BRADESCO PN mostrou alta de 0,1%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 1,22%.

-PETROBRAS PN recuou 2,07%, em meio à acomodação do petróleo no exterior, tendo no radar assembleia geral ordinária (AGO) na quinta-feira. Na véspera, a companhia disse que recebeu de acionistas que detêm, em conjunto, mais de 5% das ações ordinárias da companhia, a solicitação de adoção de voto múltiplo na eleição de membros do conselho de administração na AGO.

-VALE ON avançou 0,16%. No futuro do minério de ferro na China, o contrato mais negociado em Dalian subiu 0,99%.

-PORTO SEGURO ON subiu 2,71%, retomando a tendência positiva após ajuste negativo na véspera, quando caiu mais de 2%. Porto Seguro e Fleury anunciaram nesta semana o fim das negociações com a Oncoclínicas.

-AZZAS 2154 ON fechou em alta de 2,57%, ampliando a recuperação desde o tombo na última sexta-feira, quando fechou com uma queda de quase 11% após anunciar durante o pregão que o presidente da unidade de "Fashion & Lifestyle", Ruy Kameyama, vai deixar a empresa no final de abril.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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