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Rede Meliá anuncia projeto para resort super luxo no Brasil

22 mar 2012 - 08h38
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Empresários que representam no Brasil o grupo internacional de hotéis Meliá se reuniram nesta quarta-feira com o secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, para fechar a construção do primeiro resort de luxo no padrão 5 estrelas plus do Brasil. O empreendimento reunirá cinco hotéis e será erguido na região de Guarajuba, na Costa dos Coqueiros.

A classificação "5 estrelas plus" foi adotada recentemente pela Associação Brasileira de Hotéis para classificar estabelecimentos que são considerados como super luxo, o que até pouco tempo atrás eram chamados de seis estrelas.

De acordo com o vice-presidente do Meliá no Brasil, Rui Manuel Oliveira, o projeto do complexo é inspirado em um semelhante que existe na região de Punta Cana, na República Dominicana. O objetivo é deixar o projeto brasileiro pronto no início de 2014, para aproveitar os hóspedes que virão à Bahia acompanhar a Copa do Mundo.

O público-alvo do empreendimento é o hóspede de altíssimo padrão, brasileiro ou estrangeiro.

A construção deverá consumir recursos de R$ 600 milhões com os cinco hotéis. Apenas a primeira parte deverá custar R$ 100 milhões para erguer os primeiros 250 apartamentos. Quando todo o complexo estiver de pé, deverá gerar cerca de 3,5 mil novos empregos diretos na região.

Uma preocupação para que o projeto de fato seja levado à frente são as licenças ambientais. Para tentar garantir o trâmite do processo, o secretário e os emrpesários aproveitarão a quinta-feira para visitar o secretário estadual de Meio-Ambiente, Eugênio Spangler, para negociar uma liberação mais rápida das licenças. Apesar disto, Leonelli garante que tudo já está acertado e encaminhado.

"Estamos em articulação para a liberação das licenças ambientais. Qualificamos trabalhadores na Costa dos Coqueiros e pretendemos ampliar essa capacitação profissional", afirmou o secretário Leonelli. A preocupação tem precedente e já atrapalhou o governo baiano em um passado recente. Em 2006, o grupo Hilton montou um escritório em Salvador e começou a negociar a construção de uma filial do hotel na cidade, que seria inaugurado em 2012.

Contudo, a rede de hotéis encontrou muitos problemas com licenciamentos ambientais e, especialmente, com a liberação das obras na área com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Fonte: Especial para o Terra
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