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Promotores do Japão têm nova acusação contra Carlos Ghosn, prisão deve ser prolongada, diz jornal

4 dez 2018
11h25
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Promotores de Tóquio planejam apresentar nova acusação contra o executivo Carlos Ghosn por sonegação, o que deve manter o ex-presidente do conselho de administração da Nissan Motor <7201.T> preso até o final do ano, publicou o jornal Sankei nesta terça-feira.

Um monitor de rua mostrando uma reportagem sobre a prisão do presidente da Nissan Carlos Ghosn é visto ao lado da iluminação de Natal em Tóquio. 21/11/ 2018.  REUTERS/Toru Hanai
Um monitor de rua mostrando uma reportagem sobre a prisão do presidente da Nissan Carlos Ghosn é visto ao lado da iluminação de Natal em Tóquio. 21/11/ 2018. REUTERS/Toru Hanai
Foto: Reuters

Ghosn está preso em Tóquio desde 19 de novembro, sob suspeita de conspirar com o ex-diretor representante da Nissan Greg Kelly para reduzir o valor de seus ganhos em cerca de 50 por cento em relação ao valor real de 10 bilhões de ienes (88 milhões de dólares), ao longo de cinco anos desde 2010. Autoridades de Tóquio ampliaram a prisão do executivo na sexta-feira até o máximo de 10 de dezembro por causa da acusação anterior.

Citando fontes confidenciais, o Sankei publicou que promotores planejam prender Ghosn e Kelly em 10 de dezembro pelo mesmo crime, mas em relação ao período entre 2015 e 2017, durante o qual ambos supostamente subestimaram a renda de Ghosn em cerca de 4 bilhões de ienes. Se as autoridades aprovarem o prazo máximo neste caso, Ghosn e Kelly devem continuar em custódia até 30 de dezembro, segundo o jornal.

Representantes dos promotores de Tóquio não comentaram o assunto. Ligações para o advogado de Ghosn, Motonari Otsuru, não foram respondidas.

No Japão, suspeitos de crimes podem ser mantidos em custódia por 10 dias e esse prazo pode ser ampliado em 10 dias se a justiça atender a pedido da promotoria. No final do período, os promotores têm que encaminhar uma acusação formal ou deixar os acusados sair da cadeia.

Entretanto, os promotores podem prender os suspeitos por um crime separado, algo que faz o processo começar de novo, o que, algumas vezes, leva os suspeitos a serem detidos por meses sem que acusações formações sejam apresentadas e sem fiança.

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