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Braskem ganha impulso de preços petroquímicos, mas preocupação com dívida persiste

2 abr 2026 - 20h31
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O aumento dos ‌preços dos produtos petroquímicos impulsionou as perspectivas de longo prazo da Braskem, mesmo com a empresa correndo contra o relógio para lidar com os pagamentos de juros iminentes de sua dívida.

A petroquímica está avaliando a possibilidade de buscar uma tutela cautelar contra a cobrança de credores ⁠para evitar uma reestruturação da dívida, disse à Reuters uma fonte próxima ‌à empresa, já que a perspectiva de melhora do mercado não é suficiente para proporcionar alívio no curto prazo.

Em comunicado divulgado ao mercado ‌na noite desta quinta-feira, a companhia relembrou ‌que, em setembro de 2025, contratou assessores financeiro e jurídicos "especializados ⁠para auxiliar na elaboração de um diagnóstico abrangente de alternativas econômico-financeiras para otimizar a sua estrutura de capital".

Nesse contexto, a Braskem declarou que o diagnóstico ainda segue em curso e que a companhia e seus assessores consideram "diferentes alternativas, incluindo eventuais medidas de proteção contra credores".

Analistas do ‌Citibank elevaram nesta semana o preço-alvo da Braskem de R$8 para R$10 ‌por ação, citando spreads petroquímicos ⁠mais fortes ⁠com base nas interrupções de fornecimento devido à guerra no Oriente Médio.

A Braskem tem ⁠cerca de US$100 milhões em ‌pagamentos de juros sobre seus ‌títulos internacionais de dívida que vencem em meados deste ano e enfrenta crescentes pressões de dívida na joint venture mexicana Braskem Idesa, disse a fonte.

O setor petroquímico passou por um ciclo de ⁠baixa prolongado, com spreads bem abaixo das médias históricas, deixando a Braskem com US$9,4 bilhões em dívidas e US$2,1 bilhões em caixa até o final de 2025.

Além dos desafios da Braskem, uma mudança de gestão planejada sofreu atrasos. Em dezembro, ‌a Novonor concordou em vender o controle acionário da Braskem para a IG4 Capital. A empresa de private equity compartilhará o controle com ⁠a Petrobras, segunda maior acionista da Braskem.

Essa transferência, originalmente prevista para acontecer no início de 2026, foi adiada para maio, de acordo com a fonte, deixando algumas das negociações de dívida no limbo. A IG4 não quis comentar.

As expectativas de uma mudança de gestão na Braskem ajudaram a impulsionar o preço de suas ações em cerca de 15% até agora neste ano, para R$9.

Analistas do Citi disseram que a melhora nas perspectivas operacionais da Braskem pode reduzir a urgência de ajustes imediatos na estrutura de capital, como um plano de reestruturação envolvendo uma injeção de capital ou uma possível redução de dívida por meio de uma renegociação com os credores.

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