Projeção para safra agrícola deste ano fica mais próxima do recorde alcançado em 2025
IBGE prevê para este ano 342,7 milhões de toneladas de grãos, um crescimento de 0,8% em relação ao prognóstico de dezembro
As condições climáticas favoráveis no País vêm melhorando as projeções para a colheita nacional de grãos em 2026. A previsão para a safra agrícola deste ano já está próxima ao recorde alcançado em 2025, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgados nesta quinta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A produção de grãos deve totalizar 342,7 milhões de toneladas em 2026, uma queda de 1% em relação a 2025. O resultado equivale a 3,4 milhões de toneladas a menos do que no ano passado. Porém, em relação ao terceiro Prognóstico da Safra Agrícola, que teve apuração feita em dezembro, a safra de 2026 já está 0,8% maior, ou 2,8 milhões de toneladas a mais.
"A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2026 está aproximando-se do recorde da safra de 2025, estando turbinada pela produção da soja, que é recorde da série histórica do IBGE. Até o momento, as condições climáticas estão beneficiando as lavouras da primeira safra", justificou o gerente do levantamento do IBGE, Carlos Barradas, em nota.
A colheita de soja deve crescer 3,9% em 2026 em relação ao desempenho já recorde de 2025, totalizando um novo ápice de 172,5 milhões de toneladas. A projeção também é de alta para o feijão. Por ora, ainda são esperados decréscimos de 11% para o algodão; de 7,9% para o arroz; de 5,6% para o milho (crescimento de 11,3% para o milho 1.ª safra e declínio de 9,3% para o milho 2.ª safra); de 13,9% para o sorgo; e de 1% para o trigo.
A área a ser colhida na safra agrícola de 2026 deve alcançar 82,7 milhões de hectares, 1,1 milhão de hectares a mais que o desempenho de 2025, ou um aumento de 1,4%. Em relação ao prognóstico apurado em dezembro, houve uma redução de 27.452 mil hectares na estimativa da área colhida.
Quanto aos principais produtos, são esperados aumentos na área colhida para as seguintes culturas: de 0,5% na da soja; de 2,2% na do milho (expansão de 9,3% no milho 1.ª safra e de 0,5% no milho 2.ª safra); e de 0,9% na do trigo. Na direção oposta, deve ocorrer redução de 6,2% na área a ser colhida do algodão herbáceo; de 5,9% na do arroz em casca; de 1,4% na do feijão; e de 2,9% na do sorgo.