Programa financeiro da Argentina para 2027 é "menos desafiador" que o de 2026, diz governo
O programa financeiro da Argentina para 2027 é "menos desafiador" do que o de 2026, graças ao superávit financeiro e à acumulação de reservas promovida pelo banco central, afirmaram nesta segunda-feira autoridades do Ministério da Economia.
O secretário de Finanças, Federico Furiase, explicou que o país tem em 2026 necessidades financeiras de US$19,2 bilhões, enquanto as fontes de financiamento totalizam US$22,9 bilhões, resultando em um superávit de US$3,7 bilhões.
"Há um superávit líquido de financiamento de US$3,7 bilhões (de 2026) que será destinado como reserva para 2027", disse Furiase, em uma coletiva de imprensa em Buenos Aires.
"Claramente, 2027 será ainda menos desafiador do que 2026", acrescentou.
Com essa apresentação, o governo do presidente liberal Javier Milei busca dissipar dúvidas sobre os importantes vencimentos que o país enfrentará em 2027, ano em que serão disputadas as eleições presidenciais.
O ministro da Economia, Luis Caputo, que também participou da apresentação do programa financeiro para 2026-2027, afirmou que a Argentina não tem como "objetivo" o retorno aos mercados internacionais de dívida, mas que isso é "mais uma opção".
Caputo afirmou ainda que as fontes de financiamento que o governo buscará terão as menores taxas possíveis.
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