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Produção industrial no Brasil sobe mais que o esperado em fevereiro

2 abr 2026 - 09h11
(atualizado às 09h45)
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A indústria brasileira aumentou mais do que o esperado em fevereiro, no segundo mês seguido de alta, recuperando as perdas dos últimos meses de 2025 mesmo diante da política monetária ainda restritiva.

A produção industrial ⁠avançou 0,9% em fevereiro na comparação com janeiro, e ‌teve queda de 0,7% contra o mesmo período do ano anterior, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia ‌e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Os resultados foram ‌melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters ⁠de ganho de 0,7% na comparação mensal e de queda de 1,0% na anual.

Em janeiro, a produção teve alta de 2,1% em dado revisado ante o 1,8% informado originalmente pelo IBGE, acumulando nos dois primeiros meses do ano ‌expansão de 3,0%. Em novembro e dezembro a produção havia ‌recuado 0,1% e ⁠2,0%, respectivamente. Apesar ⁠da recuperação, a produção industrial ainda está 14,1% abaixo do nível ⁠recorde alcançado em maio ‌de 2011, segundo o ‌IBGE.

"Enquanto janeiro foi caracterizado pela retomada da produção, após um dezembro marcado pela maior frequência de férias coletivas e paralisações técnicas, fevereiro se destaca pelo avanço da ⁠produção, possivelmente associado a um processo de recomposição de estoques em diferentes setores industriais", disse André Macedo, gerente do IBGE.

O setor vem enfrentando há tempos um cenário difícil, principalmente com o nível ‌elevado da taxa básica de juros, que restringe o crédito, e analistas não preveem uma grande retomada. No mês ⁠passado, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,75%, mas pregou cautela diante da guerra no Oriente Médio.

Entre as atividades, as principais influências positivas em fevereiro vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%).

Entre as grandes categorias econômicas, o destaque foi bens de capital, com alta de 2,3%. A produção de bens intermediários subiu 1,1%, enquanto a de bens de consumo duráveis avançou 0,9% e de bens de consumo semi e não duráveis teve alta de 0,7%.         

(Edição de Isabel Versiani)

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