Produção industrial no Brasil recua mais do que o esperado em setembro
A produção industrial brasileira caiu 0,8% em setembro, superando as projeções de analistas e marcando o segundo mês consecutivo de retração, segundo o IBGE. Na comparação anual, o recuo foi de 2,5%. O resultado reflete a perda de dinamismo da economia e o impacto da taxa Selic em 13,75% ao ano. As principais quedas foram puxadas pelos setores de derivados do petróleo (-4,2%) e alimentos (-1,7%), enquanto a indústria extrativa cresceu 1,7% e conteve perdas maiores.
A indústria brasileira marcou o segundo mês seguido de retração da produção em setembro, com queda maior do que a esperada por economistas, em meio a um processo de arrefecimento da economia.
A produção industrial teve em setembro queda de 0,8% em comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O setor apresenta comportamento predominantemente negativo desde maio deste ano, sendo que o único mês em que não apresentou retração na comparação mensal foi julho, quando a produção ficou estável.
A expectativa em pesquisa da Reuters com analistas era de retração de 0,2% no dado mensal.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve recuo de 2,5% na produção industrial, contra expectativa de queda de 1,7%.
A indústria brasileira vem mostrando perda de dinamismo em linha com o arrefecimento da economia no segundo semestre. A política monetária ainda restritiva pesa sobre o setor, apesar do mercado de trabalho resiliente.
Na véspera, o Banco Central manteve a Selic em 13,75% ao ano e, prevendo inflação mais alta nos próximos anos, deixou em aberto o que fará à frente ao citar uma ampliação das incertezas e um cenário desafiador para a política monetária.
Em setembro, as influências negativas mais importantes para o desempenho da indústria foram dadas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e produtos alimentícios (-1,7%).
Por outro lado, o crescimento de 1,7% nas indústrias extrativas exerceu a principal influência positiva, interrompendo quatro meses consecutivos de perdas.
Entre as grandes categorias econômicas, a produção de bens de capital caiu 1,9%, enquanto a de bens de consumo semi e não duráveis recuou 1,2% e a de bens intermediários teve queda de 0,7%. Os bens de consumo duráveis registraram alta de 0,7% na produção.
(Edição de Eduardo Simões e Isabel Versiani)
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