Produção industrial brasileira avança 0,7% em abril, no quarto mês seguido de alta, aponta IBGE
Resultado veio acima da mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo 'Projeções Broadcast', de alta de 0,5%
RIO - A produção industrial nacional avançou 0,7% em abril deste ano na comparação com março, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foi a quarta expansão consecutiva, acumulando um crescimento de 4,4% no período. A indústria teve o melhor desempenho para meses de abril desde 2013, quando cresceu 1,7%, lembrou André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal no IBGE.
"A última vez que a indústria cresceu por tantos meses foi de maio a novembro de 2020, com alta de 39,7%", citou o pesquisador, mencionando o período de recuperação da produção logo após o choque inicial provocado pela pandemia de covid-19.
O resultado veio acima da mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,5%. O intervalo das estimativas ia desde uma queda de 0,4% a um aumento de 0,9%.
Em relação a abril de 2025, a produção subiu 2,7%, também acima da mediana das projeções, de alta de 1,9%, com piso de recuo de 1% e teto de avanço de 3,7%.
A Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) registrou aumento em 14 dos 25 ramos industriais analisados em abril ante março. Em comparação a abril de 2025, houve queda em 17 dos 25 ramos.
A indústria de transformação registrou alta de 0,3% em abril ante março. Já as indústrias extrativas cresceram 3,1%. Na média global, a produção industrial teve elevação de 0,7% em abril ante março.
Na comparação com abril de 2025, a produção da indústria de transformação subiu 1,2% em abril de 2026, enquanto as extrativas aumentaram 10,6%. Na média global, a indústria cresceu 2,7% no período.
Em abril, a indústria brasileira operava 12,9% aquém do pico, alcançado em maio de 2011. Na categoria de bens de capital, a produção está 31,2% abaixo do pico, registrado em setembro de 2013. Os bens intermediários estão 9,2% aquém do auge, de maio de 2011.
Os bens de consumo duráveis estão 31,9% abaixo do ápice, de junho de 2013, e os bens semiduráveis e não duráveis operam em nível 10,9% inferior ao pico, registrado em junho de 2013.
O IBGE revisou o resultado da produção industrial em março ante fevereiro, de uma alta de 0,1% para uma elevação de 0,3%. A taxa de fevereiro ante janeiro foi revista de +0,9% para +1,1%, e a de janeiro ante dezembro saiu de +2,1% para +2,2%.
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