Risco geopolítico e guerra comercial elevam cautela nos mercados globais
Novos ataques reforçaram as preocupações sobre acordo duradouro
Nos mercados globais, o clima é de alerta após aumento das tensões no Oriente Médio. Na Europa, as principais bolsas recuam, pressionadas tanto pelo agravamento da crise geopolítica quanto pela proposta dos Estados Unidos de ampliar tarifas comerciais para 60 países, incluindo parceiros da União Europeia.
Os mercados globais voltam a operar com cautela nesta quarta-feira (3), diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Novos ataques atribuídos a Teerã contra alvos no Bahrein e no Kuwait reforçaram as preocupações com a estabilidade do Oriente Médio, enquanto investidores também monitoram o crescente desalinhamento entre o governo de Donald Trump e Israel sobre os rumos do conflito.
Nos mercados globais, o clima é de alerta após aumento das tensões no Oriente Médio. Na Europa, as principais bolsas recuam, pressionadas tanto pelo agravamento da crise geopolítica quanto pela proposta dos Estados Unidos de ampliar tarifas comerciais para 60 países, incluindo parceiros da União Europeia. Na Ásia, porém, os mercados encerraram o dia majoritariamente em alta, com o desempenho das empresas ligadas à tecnologia superando as preocupações com a escalada do conflito entre EUA e Irã.
No mercado de commodities, as cotações do petróleo mantêm trajetória de alta pelo terceiro pregão consecutivo diante da renovação das tensões no Oriente Médio após novos confrontos entre EUA e Irã. O mercado reagiu aos bombardeios realizados por forças americanas contra a ilha iraniana de Qeshm, classificados por Washington como uma ação de autodefesa em resposta ao lançamento de mísseis balísticos iranianos contra países vizinhos. O Brent/agosto avança 2,33%, cotado a US$ 98,24 e o WTI/julho sobe 2,34%, a US$ 95,95.
No cenário doméstico, a ameaça de uma tarifa adicional de 25% gerou mais repercussão política do que impacto financeiro. Bolsa, dólar e juros reagiram de forma relativamente contida, refletindo a avaliação de que a medida ainda está longe de ser definitiva e poderá sofrer alterações até a decisão final prevista para 15 de julho, após audiências públicas e novas rodadas de negociação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o episódio para elevar o tom do discurso contra Washington e tentar associar o tarifaço à proximidade entre a família Bolsonaro e Trump. Lula acusou os Estados Unidos de agirem com base em "mentiras". Nos bastidores, integrantes do governo admitem que o confronto com os Estados Unidos pode trazer ganhos políticos e eleitorais caso a oposição seja associada aos custos de uma eventual escalada tarifária.
Leia a análise completa no Monitor do Mercado, clicando aqui!
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.