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Produção de petróleo da Opep recua 27% em março, em meio aos efeitos da guerra no Irã

De acordo com relatório da organização, Iraque, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos foram os que mais reduziram a produção no mês passado

13 abr 2026 - 12h49
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A produção de petróleo do Oriente Médio despencou em março, como efeito do fechamento quase total do Estreito de Ormuz em meio à guerra no Irã. Esse movimento interrompeu as exportações e forçou alguns dos maiores produtores mundiais a reduzirem a produção.

De acordo com dados divulgado nesta segunda-feira, 13, pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a produção de petróleo bruto entre os países membros do cartel caiu quase 7,9 milhões de barris por dia (bpd), ficando em 20,79 milhões de barris/dia no mês - uma queda de 27% em relação a fevereiro.

Entre os membros da Opep, Iraque, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos foram os que mais reduziram a produção no mês passado, de acordo com o relatório. O Irã também registrou uma pequena queda na produção, assim como alguns outros membros da Opep, incluindo Argélia, Congo, Líbia e Gabão. A Nigéria, por outro lado, registrou um pequeno aumento na produção de petróleo. "As interrupções nas operações de transporte marítimo na região aumentaram as preocupações persistentes sobre os fluxos de oferta regionais", disse a Opep no relatório.

Demanda global

A Opep também reafirmou sua previsão para o crescimento da demanda global pelo petróleo este ano, em 1,4 milhão de barris por dia. Se confirmada a projeção, o consumo global somaria 106,53 milhões de barris/dia em 2026, segundo relatório mensal divulgado nesta segunda-feira.

Para 2027, a Opep também manteve a projeção de alta na demanda, em 1,3 milhão de barris/dia, o que traria o consumo total para 107,87 milhões de barris/dia.

Apenas a demanda em países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deve registrar aumentos de 100 mil barris/dia neste ano e também no próximo, projeta a Opep. Fora da OCDE, a expectativa é de acréscimos de 1,3 milhão de barris/dia em 2026 e de 1,2 milhão de barris/dia em 2027. / Sergio Caldas, com agências internacionais

Estadão
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