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Produção de carne bovina do Brasil pode recuar com restrições na China e UE, diz Abiec

16 jul 2026 - 12h40
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As empresas de ‌carne bovina do Brasil, maior produtor e exportador global, podem reduzir atividades para lidar com desafios como a queda nos embarques para a China e incertezas nos negócios com a União Europeia, visando ⁠preservar suas margens, disse o presidente da associação ‌das indústrias do setor, a Abiec, nesta quinta-feira. 

Em um primeiro momento, os frigoríficos poderão vender ‌mais carne no mercado interno ‌para cumprir compromissos financeiros, o que aliviaria ⁠os preços no Brasil, mas isso seria provisório, avaliou Roberto Perosa, a jornalistas.

"No segundo momento... tendem a diminuir produção para manter margem e conseguir cumprir compromissos financeiros", afirmou.

"No curto prazo, pode ter ‌arrefecimento, mas no médio prazo deve crescer preço ‌no mercado interno", ⁠completou. 

A Abiec ⁠manteve uma estimativa de redução de 10% nos volumes das ⁠exportações do Brasil ‌em 2026 ante ‌2025, por conta das restrições tarifárias da China, que impôs uma cota muito inferior ao que o país exportou em 2025 para o ⁠seu principal mercado.

A exportação de carne bovina do Brasil para a China deverá ficar entre 850 mil e 900 mil toneladas em 2026, ante 1,65 milhão ‌de toneladas em 2025, já que os chineses consideraram embarques do final do ano passado para ⁠preencher a cota de 1,1 milhão de toneladas com taxa mais baixa. A partir disso, a alíquota é de 55%.

Mas há incertezas adicionais em relação à União Europeia, que retirou o país de uma lista de fornecedores devido a questões sanitárias. O governo brasileiro negocia com os europeus, mas Perosa disse que há forte possibilidade de o Brasil parar de exportar à UE a partir de setembro.    

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