'Prévia do PIB': IBC-Br de agosto sobe 0,34% e fica acima das projeções
Mediana da pesquisa 'Projeções Broadcast' apontava para alta de 0,12% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central
O IBC-Br, prévia do PIB divulgada pelo Banco Central, cresceu 0,34% em agosto após queda de 0,31% em julho, superando a projeção de 0,12% do mercado. O resultado positivo foi impulsionado pelas altas na indústria (0,87%) e nos serviços (0,24%), compensando a retração de 1,76% na agropecuária. Na base anual, o indicador subiu 1,21% em relação a agosto anterior e acumula avanço de 1,61% em 12 meses. Apesar da recuperação no mês, o índice recuou 0,64% no trimestre móvel encerrado em agosto.
BRASÍLIA - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,34% em agosto, na comparação com julho, na série com ajuste sazonal, informou a autoridade monetária nesta sexta-feira, 16. Em julho, o indicador havia caído 0,31% (revisado, de -0,22%).
O avanço em agosto foi mais intenso do que o previsto pela mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 0,12%. As estimativas do mercado iam de queda de 0,30% a alta de 0,70%.
No mês, o índice ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor da conta, subiu 0,33%, após queda de 0,30% no mês anterior (revisado, de -0,13%). O indicador próprio da agropecuária, por outro lado, recuou 1,76%, depois de ter caído 0,40% (revisado, de -1,15%) em julho.
O índice de serviços subiu 0,24% após ter caído 0,18% no mês anterior (revisado, de -0,01%); o da indústria avançou 0,87%, após ter recuado 0,64% (revisado de -0,40%) em julho; e o de impostos — equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do PIB — subiu 0,11%, após cair 0,18% (revisado de -0,16%) no mês anterior.
Interanual
Na comparação com agosto de 2025, o IBC-Br total cresceu 1,21% na série sem ajuste sazonal — acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,00%. As estimativas do mercado iam de queda de 0,20% a aumento de 1,80%.
O índice ex-agropecuária cresceu 0,91% na comparação interanual, após alta de mesma magnitude no mês anterior (revisado de 0,99%). O da agropecuária subiu 5,76%, após alta de 4,77% (revisado de 3,69%) em julho.
O indicador de serviços avançou 1,29%, após alta de 1,23% (revisado de 1,26%) no mês anterior. O índice da indústria cresceu 0,36%, depois de ter subido 0,16% (revisado de 0,47%). O índice de impostos aumentou 0,35%, após avançar 0,80% (revisado de 0,75%) em julho.
Índice total sobe 1,61% em um ano
O IBC-Br acumula alta de 1,61% nos 12 meses encerrados em agosto, na série sem ajuste sazonal, informou a autarquia nesta sexta-feira. É uma ligeira aceleração frente ao mesmo período até julho, quando a alta era de 1,53% (revisado, de 1,48%).
O índice ex-agropecuária cresce 1,59%. Em julho, avançava 1,52% (revisado, de 1,48%). O indicador da agropecuária acumula alta de 2,73% nos 12 meses até julho, contra 2,69% (revisado, de 2,25%) no mesmo período até o mês anterior.
Também em 12 meses, a taxa acumulada pelo IBC-Br da indústria passou de 0,63% (revisado, de 0,65%) para 0,75%. O índice de serviços passou de 1,99% (revisado, de 1,93%) para 2,03%. O indicador de impostos passou de 0,76% (revisado, de 0,74%) para 0,94%.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o IBC-Br total cresce 1,55% frente ao mesmo período de 2025. O índice ex-agropecuária avança 1,56%, enquanto o indicador do agro sobe 2,33%. O índice da indústria aumenta 0,62%, o de serviços sobe 2,01% e o de impostos avança 1,05%.
Trimestre
O IBC-Br total caiu 0,64% no trimestre móvel encerrado em agosto, na série com ajuste sazonal e na comparação com os três meses anteriores. O índice ex-agro recuou 0,72% e o específico do agro 0,22%. A indústria caiu 1,21%, os serviços diminuíram 0,28% e os impostos recuaram 1,09%.
Considerando o trimestre até agosto, mas frente ao mesmo período de 2025 e na série sem ajuste sazonal, o IBC-Br total cresceu 1,63%. O índice ex-agropecuária teve alta de 1,40%, enquanto o específico do agro subiu 5,16%. O índice de serviços subiu 1,68%, o da indústria aumentou 0,74% e o de impostos avançou 1,29%.
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