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Presidente do Comitê Bancário do Senado dos EUA diz que Powell não é criminoso

4 fev 2026 - 19h07
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O senador republicano Tim Scott afirmou nesta quarta-feira que não acredita que o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, tenha infringido a lei quando prestou depoimento ao Congresso no verão passado, e que diria isso a qualquer promotor que viesse perguntar.

As declarações são a primeira reação direta do presidente do Comitê Bancário do Senado contra uma investigação criminal iniciada pelo governo Trump contra Powell, que agora ameaça inviabilizar a confirmação pelo Senado ‌do nome escolhido pelo presidente Donald Trump para liderar o Fed quando o mandato de Powell terminar em maio.

Isso ocorre mais de três semanas depois que o chair do Fed revelou que o banco central ‌havia recebido intimações do Departamento de Justiça (DOJ) relacionadas às declarações de Powell ao Comitê Bancário do Senado em junho sobre as reformas do prédio do Fed, pelas quais a Casa Branca acusa o Fed de gastos excessivos.

A revelação da investigação, que Powell disse ser uma tentativa de intimidação em meio ao objetivo mais amplo de Trump de fazer com que o Fed reduza as taxas de juros, provocou uma condenação imediata e ampla dos democratas e, notavelmente, do senador Thom Tillis, um republicano integrante do Comitê Bancário, que chamou a investigação de interferência política e disse que bloquearia a indicação de qualquer candidato ao ‍Fed enquanto ela estivesse em andamento.

Na época, não havia nenhum candidato ao Fed. Na sexta-feira, Trump disse que havia escolhido o ex-diretor do Fed Kevin Warsh para suceder Powell, a quem Trump frequentemente repreendeu publicamente por não reduzir as taxas o suficiente.

Em entrevista à NBC News nesta quarta-feira, Trump disse acreditar que Warsh sabe que o presidente quer que ele reduza as taxas.

"Acho que ele sabe, mas acho que ele quer fazer isso de qualquer maneira", disse Trump, acrescentando: "Quero dizer, se ele chegasse e dissesse: 'Quero aumentá-las'... ele não teria conseguido o cargo. ‌Não".

O Comitê Bancário do Senado precisa aprovar os indicados para o Fed por maioria antes de enviá-los ao plenário do Senado para confirmação por todos ‌os membros do Senado. O voto contrário de Tillis e a oposição unificada dos democratas a um processo de indicação sob a sombra de uma investigação que, segundo eles, ameaça a independência do Fed significariam um empate que impediria a indicação de Warsh no painel.

Warsh é popular entre os republicanos, mas a posição de Tillis suspendeu, por enquanto, qualquer avanço na nomeação de Warsh.

"Não acredito que ele tenha cometido um crime durante a audiência", disse Scott a Maria Bartiromo, da Fox Business Network, observando que foi ele quem perguntou a Powell sobre as reformas do prédio. Ele disse que diria a qualquer promotor que viesse ao seu escritório que achava Powell "inepto em fazer seu trabalho, mas ineficiência ou incompetência não são atos criminosos".

Scott disse que teve conversas produtivas com Tillis, que, segundo ele, votará a favor de Warsh.

"Acredito que podemos resolver a questão de Jay Powell e seguir em frente com uma votação forte para todos os republicanos no comitê", disse Scott.

Enquanto isso, Tillis, na CNBC, não deu sinais de recuo, chamando a investigação do DOJ de um ato "vingativo" que lhe parecia "uma tentativa de tentar forçar alguém a sair da Diretoria do Fed porque você discorda de suas políticas".

Além de frustrar os planos de Trump para o Fed ao adiar a nomeação de Warsh, Tillis disse que a investigação do DOJ também pode significar que Powell pode decidir permanecer no Fed como diretor, mesmo após o término de seu mandato como chair.

O mandato de Powell como diretor vai até 2028 e, embora quase todos os chairs do Fed deixem o banco central quando seus mandatos terminam, Powell se recusou a dizer se fará o mesmo. Permanecer no cargo negaria a Trump uma vaga aberta na Diretoria do Fed para preencher com outro defensor dos cortes nas taxas e também complicaria a liderança de qualquer novo chair do Fed com a presença do influente ex-chair também na mesa de definição de políticas.

"A consequência perversa disso é que talvez o chair do Fed Powell pense em permanecer na diretoria por mais dois anos", disse Tillis. "Eu sei como reagiria a isso: ficaria lá pelos dois anos restantes porque não quero recompensar o mau comportamento, mas essa é ‌uma decisão que o chair Powell toma e ele provavelmente é um pouco menos confrontador do que eu costumo ser."

Em outra aparição na televisão, o colega Kevin Cramer, membro do Comitê Bancário do Senado, disse que achava que a oposição de Tillis à indicação de Warsh por causa da investigação do Departamento de Justiça não era uma "estratégia vencedora".

Questionado se achava que Powell continuaria como diretor, Cramer expressou a esperança de que Powell "saísse com elegância".

Ainda assim, Cramer disse sobre Powell: "Não acho que ele deva estar em um tribunal federal ou em uma penitenciária federal."

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