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Presidente da Petrobras se reúne com empresas do Kuwait e fala em parcerias futuras

Jean Paul Prates esteve na Índia para reuniões e vai seguir viagem para o Oriente Médio em uma série de encontros de negociação

12 fev 2024 - 08h13
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RIO - O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates informou em suas redes sociais que a estatal vai trabalhar por parceiras com três empresas do Kuwait: a Kuwait Petroleum (KPC) e suas subsidiárias Companhia de Indústrias Petroquímicas (PIC, na sigla em inglês) e Companhia de Exploração de Petróleo no Exterior do Kuwait (KUFPEC).

Com relação à última delas, Prates mencionou a possível abertura de uma subsidiária no Brasil. Ele definiu as reuniões que teve com os presidentes das três empresas no domingo, 11, como "muito produtivas".

Segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, o presidente da Petrobras aproveitou viagem à Índia, para emendar em novo périplo pelo Oriente Médio, onde busca oportunidades de negócio e cooperação para a Petrobras. Em Goa, na Índia, Prates participou da "India Energy Week 2024? e se reuniu com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e outras autoridades estrangeiras e presidentes de grandes empresas do setor.

Depois do Kuwait, a ideia é visitar os Emirados Árabes, a Arábia Saudita e o Catar, alguns países onde ele já esteve recentemente a fim de estreitar laços.

Nem Prates nem a Petrobras esclareceram o objeto das parcerias envolvendo empresas do Kuwait, mas, a julgar por suas atividades, isso poderia acontecer no negócio tradicional da estatal brasileira - exploração e produção de óleo e gás - ou em petroquímica, área em que a diretoria de Prates já afirmou ter interesse de expandir atuação.

Interlocutor

O principal interlocutor de Prates e da Petrobras no Oriente Médio é o secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o kuwaitiano Haitham al-Ghais. Dele teria vindo o convite para a atual visita.

Prates e al-Ghais se conheceram em evento da Opep e, meses depois, o secretário-geral da organização veio ao Brasil para uma viagem de uma semana. Semanas depois, o Brasil foi convidado a integrar o bloco livre da obrigação das cotas de corte do grupo.

Segundo fontes, o principal interesse desses países no Brasil e na Petrobras é o desenvolvimento de tecnologias de transição energética e descarbonização na cadeia de hidrocarbonetos, base de sua economia.

Estadão
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