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Pré-venda solidária de alfajores mantém salário de 60 funcionários de empresa afetada por chuvas no RS

Ao menos a folha salarial do mês de maio, estimada em R$ 350 mil, foi honrada através de 2.500 compradores da pré-venda

17 jun 2024 - 05h00
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Resumo
Jeison Scheid, 37, dono da empresa gaúcha de alfajores Odara, enfrenta prejuízos estimados em mais de R$ 2 milhões após a fábrica, localizada em Porto Alegre, RS, sofrer alagamentos. Para conseguir recursos e honrar os salários dos 60 funcionários a empresa realiza uma campanha de pré-venda solidária e financiamento coletivo, obtendo êxito.
Jeison Scheid criou a Odara há 11 anos e não se lembra de ter passado por grandes problemas financeiros, fora a pandemia
Jeison Scheid criou a Odara há 11 anos e não se lembra de ter passado por grandes problemas financeiros, fora a pandemia
Foto: Divulgação/Odara

Desde que criou a Odara, uma empresa gaúcha de alfajores, Jeison Scheid, de 37 anos, não chegou a passar por grandes dificuldades. O negócio, que começou dentro de casa há 11 anos, sempre foi “saudável”. Rapidamente, conquistaram um público cativo, e, hoje, é esse público quem sustenta a empresa através da solidariedade, após a fábrica da Odara, localizada no bairro Sarandi, em Porto Alegre ficar completamente alagada durante as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul.

O prejuízo é estimado em mais de R$ 2 milhões, somando produção perdida, ingredientes, maquinário e os salários pagos sem receita das vendas. Este último, inclusive, é algo que Jeison não abre mão: os vencimentos dos 60 funcionários foram honrados em maio e junho, mesmo sem produção. O que ajudou nisso foi a campanha de pré-venda solidária, acolhida por consumidores da marca que estão comprando hoje alfajores com previsão de serem recebidos em agosto.

Jeison e sua equipe estão trabalhando na reconstrução da fábrica, que fica em Porto Alegre
Jeison e sua equipe estão trabalhando na reconstrução da fábrica, que fica em Porto Alegre
Foto: Divulgação/Odara
Foto: Divulgação/Odara

“A gente tinha ideia que a marca era querida e tal, bem-quista no geral, mas, realmente, foi um acolhimento muito maior do que a gente imaginava. Foram mais de 2.500 pedidos de CPFs diferentes. E segue acontecendo isso, sabe? A gente já passou dessa primeira folha salarial, ou seja, já passou de R$ 350 mil em vendas”, afirma Scheid.

A campanha foi disseminada pelas redes sociais da marca. A empresa aproveitou a estrutura já pronta de e-commerce para fazer a pré-venda pelo próprio site da Odara. Ao mesmo tempo, também está sendo realizada uma vaquinha virtual, em que quem colabora recebe em troca brindes da marca.

“É um financiamento coletivo com recompensas. Tem ecobag, camiseta… a gente conseguiu fechar uma parceria com uma pousada lá na praia de Garopaba, que é [para passar] um final de semana lá, numa pousada com café da manhã e uma aula de surf, por R$ 500. Enfim, tem algumas outras experiências que a gente conseguiu botar aí no financiamento coletivo”, explica Scheid.

Até o momento, o financiamento já arrecadou mais de R$ 80 mil, ainda distante de alcançar os números da pré-venda solidária. Mas, no final das contas, quem incentiva de um jeito ou de outro está dando gás para a equipe continuar. As publicações e interações da Odara nas redes continuam ativas, fazendo com que a empresa receba inúmeras mensagens de apoio diariamente.

O prejuízo é estimado em R$ 2 milhões
O prejuízo é estimado em R$ 2 milhões
Foto: Divulgação/Odara

“Já estamos com outra energia. Estamos positivos quanto à retomada e quanto à volta desse faturamento e até mais. A gente acabou tendo bastante disposição, né? E isso é muito importante para voltar”, afirma Jeison. Com a repercussão de sua história em outras mídias, ele complementa que está negociando outras novas parcerias e a expectativa para o retorno é das melhores, apesar de tudo.

Mesmo com a volta por cima, o empresário reforça que este é o pior momento vivido por eles. A Odara, que tinha faturamento anual de R$ 20 milhões, nunca teve muitas dívidas, segundo Jeison Scheid, mas esse cenário deve mudar. Já em contato com bancos em busca de crédito, o empresário também aguarda o início das medidas anunciadas pelo Governo Federal para ajudar na recuperação. A que deve ter mais efeito em seu negócio é o pagamento de dois salários mínimos ao empregado com carteira assinada.

Fonte: Redação Terra
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