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Portabilidade de dívida do cartão de crédito vale a pena? 

Para quem já está enrolado com o cartão, a portabilidade pode ser vantajosa

6 jul 2024 - 06h30
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Foto: Freepik

Passou a valer este mês a portabilidade de dívida do cartão de crédito. Agora, quem está pagando altas taxas de juros de um saldo devedor da fatura do cartão pode pedir para transferir a dívida para outra instituição financeira. A vantagem é que com a portabilidade o consumidor terá melhores condições de pagamento. Entenda quando a portabilidade pode ser uma opção e como fazer. 

Como funciona o rotativo do cartão e porque evitar 

As taxas de juros do rotativo do cartão de crédito – aquela forma de não pagar o valor total da fatura – são as maiores do mercado. É possível encontrar bancos que cobram mais de 19% ao mês, o que resulta em mais de 700% ao ano, de acordo com dados do Banco Central de junho deste ano. 

Para quem já está enrolado com o cartão, a portabilidade pode ser vantajosa, explica Graziela Fortunato, especialista em finanças pessoais na Escola de Negócios da PUC Rio: “Quando uma pessoa se vê já endividada no cartão de crédito e já pagando essas taxas de juros muito, muito altas, agora é possível fazer portabilidade da dívida do cartão. Então a vantagem é conseguir pagar a mesma dívida com menores taxas de juros ou mais tempo para pagar”, afirmou.

A especialista ressalta que a possibilidade de fazer a portabilidade cria uma  concorrência entre as instituições, o que beneficia o consumidor. Mas ainda é o caso de evitar ao máximo entrar no rotativo do cartão: “Quem não sabe usar o cartão de crédito acha que é um instrumento para poder gastar mais, porque no final das contas você pode parcelar e ter o produto bem antes de ter o dinheiro para pagar. E aí elas se perdem com isso, porque vão comprando muitas coisas em pequenas parcelas”, comentou Fortunato. 

Como avaliar as opções de portabilidade

Graziela Fortunato explica que, ao pedir a portabilidade, o devedor poderá ter uma taxa de juros menor ou ter um prazo maior para pagar. No caso de taxas menores de juros, a dívida ficará menor. Caso o prazo seja estendido, pode ser que o devedor consiga uma parcela que se encaixe melhor no seu orçamento, sem comprometer o pagamento de outras contas.  

Outro ponto da portabilidade de dívida é que a instituição onde o consumidor está com a dívida também deve oferecer uma proposta para pagamento desse saldo. 

Outra dica da especialista é que o consumidor também tem a opção de pedir um empréstimo pessoal para pagar o saldo devedor e sair da taxa de juros do rotativo. Vale a pena consultar as opções disponíveis nas instituições financeiras e fazer simulações de prazos e taxas de juros antes de escolher qual a melhor alternativa para organizar a vida financeira.

(*) Mariana Rodrigues é jornalista com especialização em economia. 

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