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Plano Safra: Agricultura familiar terá R$ 78 bi em 2025/26; Lula diz que está longe de ser perfeito

Taxa de juros vai variar de 0,5% a 8%, dois pontos acima do plano atual

30 jun 2025 - 11h45
(atualizado às 15h50)
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BRASÍLIA — O Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/26 oferecerá R$ 78,2 bilhões em crédito pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com vigência a partir desta terça-feira, 1º de julho, até o fim de junho de 2026.

O volume é 2,89% superior ao anunciado na safra passada, de R$ 76 bilhões, e, segundo o Planalto, o maior da série histórica. "Além do valor recorde, conseguimos manter taxas de juros acessíveis, especialmente para a produção de alimentos essenciais, mesmo em um cenário econômico desafiador, garantindo que o agricultor familiar tenha condições justas de financiamento", afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou do evento sobre o assunto nesta segunda-feira, 30, disse que "está longe de ser o plano perfeito", mas faz parte de um processo contínuo de reivindicação dos pequenos agricultores junto ao poder público para garantir melhores condições de crédito.

Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) terá vigência de 1º de julho até o fim de junho de 2026
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) terá vigência de 1º de julho até o fim de junho de 2026
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Estadão

"Esse plano é muito bom, mas está longe de ser o plano perfeito que buscamos. Tenho certeza de que no ano que vem vocês (Fernando Haddad e Paulo Teixeira) vão vir com muito mais novidade", disse o presidente ao encerrar seu discurso na cerimônia de lançamento.

Lula disse que o Plano Safra voltado à agricultura familiar "é o resultado daquilo que vocês adquiriram de consciência nesse período todo" e disse que os agricultores "aprenderam como é lidar com governo democrático e com governo que não é democrático", em uma menção implícita à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que o petista sempre chama de antidemocrático.

O presidente defendeu que os agricultores precisam de "máquinas do tamanho deles para aumentar a produtividade". Segundo ele, o atual Plano Safra chegará a "100% do território nacional" e será levado "àqueles que mais precisam".

Lula discursou para uma plateia de integrantes de movimentos sociais, apoiadores do PT e representantes de pequenos agricultores. Disse a eles que eles são "a mola propulsora do crescimento" e que tem "tentado convencer os empresários de que é muito importante que eles torçam para que os mais pobres cresçam".

Total de apoio chega R$ 89 bilhões

Somadas todas as políticas de apoio, o total a ser ofertado pelo governo para os pequenos produtores chega a R$ 89 bilhões, ante R$ 85,7 bilhões registrados na temporada passada.

A cifra inclui os recursos do Pronaf, políticas de crédito rural, compras públicas (R$ 3,7 bilhões), seguro agrícola (R$ 5,7 bilhões pelo Proagro Mais), assistência técnica (R$ 240 milhões) e garantia de preço mínimo (R$ 1,1 bilhão para garantia-safra). Outros R$ 42,2 milhões foram direcionados para o Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).

As taxas de juros da agricultura familiar variam de 0,5% ao ano a 8% ao ano para os financiamentos da próxima safra, conforme as modalidades de investimento e porte de produtor. Na safra atual, as taxas variam de 0,5% ao ano a 6% ao ano.

O aumento das taxas de juros foi de até dois pontos porcentuais, conforme antecipado pelo Estadão/Broadcast.

O governo manteve as taxas de juros em 3% ao ano, para custeio de agricultores familiares que produzam alimentos como arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, leite e ovos.

Agricultores que optarem pela produção sustentável de alimentos orgânicos, produtos da sociobiodiversidade, bioeconomia ou agroecologia terão incentivo maior, taxa de juro de 2% ao ano nas linhas de custeio, inalteradas ante o Plano Safra atual. Essa era uma das prioridades do Ministério do Desenvolvimento Agrário na construção do Plano Safra da agricultura familiar já que é uma linha considerada estratégica.

Também foi mantida a taxa de juros de 3% para o Pronaf Investimento nas linhas de crédito do Pronaf Floresta, Pronaf Jovem, Pronaf Agroecologia, Pronaf Bioeconomia, Pronaf Convivência com o Semiárido, Pronaf Produtivo Orientado e inclusão de avicultura, ovinocultura e caprinocultura, conectividade no campo e equipamentos dentre os investimentos possíveis.

Custo da subvenção do Plano Safra é de R$ 9,5 bilhões

O subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, afirmou que o custo total da subvenção do Plano Safra da Agricultura Familiar será de R$ 9,5 bilhões.

"Mais ou menos a metade do investimento vai ser agora, e a outra metade no início do ano que vem. O custo do Plano Safra, só para agricultura familiar, está em R$ 9,5 bilhões", afirmou.

Na coletiva de imprensa, Bittencourt afirmou também que a equipe econômica dividiu o custo das linhas equalizadas nos orçamentos de 2025 e 2026. Ele disse também que o aumento de recursos obrigatórios no Plano Safra da Agricultura Familiar reduziu a necessidade de uma equalização.

Bittencourt afirmou que a adoção de limite de custo para agentes financeiros ajudou a reduzir o custo do Plano Safra. Segundo ele, 25 instituições financeiras devem operar crédito equalizado durante a safra de 2025 e 2026.

Na safra atual, a 2024/25, o governo destinou R$ 16,37 bilhões para a equalização da safra - sendo R$ 10,43 bilhões ao subsídio dos financiamentos da agricultura familiar e R$ 5,94 bilhões para a agricultura empresarial.

Com isso, o aporte do Tesouro no Plano Safra aumentou 20% de 2023 para 2024, e um total de R$ 138,235 bilhões em recursos foram equalizados.

Estadão
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