Pizza napolitana vira especialidade protegida na Europa
Os países da União Europeia (UE) decidiram nesta quarta-feira conceder à pizza napolitana o rótulo de "Especialidade Tradicional Garantida" (STG na sigla em inglês). Com isso, o prato não aceitará mais imitações.
A decisão não proíbe aos fabricantes denominar "napolitanas" as suas pizzas, mas apenas os mais fiéis às exigências europeias poderão usar o distintivo STG e o logotipo que define o verdadeiro prato, anunciou a Comissão Europeia, braço executivo da UE.
Ficará também caracterizado o fato de a pizza ser assada em forno de lenha para consumo imediato. Ficam, então, automaticamente excluídos os produtos congelados.
O ministro italiano de Agricultura, Luca Zaia, qualificou a decisão de "grande vitória" para a Itália.
"Há muito tempo é imitada com produtos que nada têm a ver com a verdadeira pizza napolitana", disse Zaia.
"Trata-se de um reconhecimento oficial depois de cinco anos de batalha, que culmina no ano em que se festejam 120 anos da criação da pizza margarita", afirmou.
A pizza napolitana tem uma borda realçada de cor dourada, típica dos produtos cozinhados ao forno; a massa é macia, dobra-se facilmente e possui um sabor particular graças à combinação de seus ingredientes: tomate, mozzarella de búfala, azeite, sal e alfavaca fresca para a "margarita"; ou tomate, orégano e alho, em outra versão.
O chamado "pizzaiolo" ou o cozinheiro e o forno de lenha são básicos para determinar se se trata da verdadeira pizza napolitana.
A Itália possui 25 mil pizzarias que empregam 150 mil pessoas, e um volume de negócios anual de 5,3 bilhões de euros.
A pizza tal como é conhecida na atualidade teve sua origem em Nápoles, no século XVII.
A célebre "pizza margarita" é, além disso, um símbolo nacional, desde que no ano de 1889 foi criada, especialmente, para Margarita de Saboya, primeira rainha da Itália unificada, e seus ingredientes (tomate, mozzarella e alfavaca) formam as cores da bandeira nacional.