Petróleo despenca com expectativa de retomada do diálogo entre EUA e Irã
Mês de agosto começa com Copom dominando agenda local
O alívio nos ativos de risco ganhou força após o presidente dos EUA, Donald Trump, suspender uma nova rodada de ataques ao Irã no fim de semana e afirmar que um acordo para reduzir as tensões no Oriente Médio é "iminente". Teerã, porém, nega que existam negociações diretas agendadas com Washington, mantendo incertezas sobre o desfecho das tratativas.
Os mercados globais iniciam o mês em alta, embalados pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz. O alívio nos ativos de risco ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender uma nova rodada de ataques ao Irã no fim de semana e afirmar que um acordo para reduzir as tensões no Oriente Médio é "iminente". Teerã, porém, nega que existam negociações diretas agendadas com Washington, mantendo incertezas sobre o desfecho das tratativas.
Comece o dia por dentro de tudo que movimentará o pregão desta segunda-feira (3), no Brasil e no mundo, com o podcast Café do Mercado, uma produção do Monitor do Mercado, apresentado por Lucas Rocco, CEO da Wiser | BTG Pactual.
A perspectiva de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio, somada à decisão da Opep+ de elevar a produção em 188 mil barris por dia a partir de setembro, derrubou as cotações do petróleo. No início da sessão, o Brent recuava 5,17%, para US$ 83,46 o barril, enquanto o WTI caía 6,22%, para US$ 79,40.
Apesar da reação positiva dos mercados, os Estados Unidos ainda não conseguiram convencer o Irã a abrir mão do controle do Estreito de Ormuz, fator que continua sustentando preocupações com o abastecimento global de petróleo e pressionando os preços dos combustíveis no mercado americano.
O ambiente mais favorável ao risco impulsiona os mercados ocidentais. Em Nova York, os índices futuros avançam, acompanhando a redução da aversão ao risco. As bolsas europeias também operam em alta, beneficiadas pela queda do petróleo, que impulsiona ações do setor aéreo, como a Lufthansa (+2,24%), enquanto petroleiras perdem força, caso da BP (-1,59%).
No mercado doméstico, o foco dos investidores se volta para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), cuja decisão será anunciada na quarta-feira (5). A manutenção dos juros pelo Federal Reserve reduziu parte da pressão sobre os mercados internacionais e consolidou a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14% ao ano.
A curva de juros já precifica 100% de probabilidade para esse movimento. Mais do que a decisão em si, porém, o mercado acompanhará a comunicação do Banco Central em busca de sinais sobre a continuidade ou não do ciclo de flexibilização monetária nas próximas reuniões.
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