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Brasil registra novo recorde na produção de petróleo em junho, aponta ANP

3 ago 2026 - 11h38
(atualizado às 12h21)
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A produção de petróleo do ‌Brasil em junho somou um recorde de 4,475 milhões de barris ao dia (bpd), alta de 4,0% ante o mês anterior e de 19,1% no comparativo com o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados publicados pela agência reguladora ANP nesta segunda-feira.

A ⁠atividade no pré-sal deu novamente impulso à produção, somando 3,699 milhões de ‌bpd, à medida que novas unidades entraram em operação, principalmente da Petrobras e suas parceiras. 

A nova melhor marca da produção ‌de petróleo supera a registrada em abril, ‌quando o país produziu 4,340 milhões de bpd.

A produção de ⁠gás natural também atingiu um recorde de 217,3 milhões de metros cúbicos por dia em junho, embora apenas 64,4 milhões de m³/d tenham sido disponibilizados ao mercado, volume 4,2% superior ao de junho de 2025.

O restante da produção de gás foi principalmente reinjetado nos ‌reservatórios para apoio à recuperação de petróleo.

A produção total de petróleo ‌e gás natural do ⁠país alcançou 5,84 ⁠milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), crescimento de 4,38% ante ⁠o mês anterior e de ‌19,2% na comparação anual.

Entre os ‌campos, Búzios consolidou a liderança nacional ao atingir cerca de 1,29 milhão de boe/d em junho, crescimento de 36% sobre o mesmo mês de 2025.

Tupi, segundo maior produtor do país, ⁠elevou a produção em 4,7%, para 1,10 milhão de boe/d, enquanto Mero registrou uma das maiores expansões entre os grandes ativos do pré-sal, com salto de 45,3%, superando também a marca de 1 milhão de boe/d.

Juntos, os três ‌campos responderam por aproximadamente 3,47 milhões de boe/d, quase 60% de toda a produção brasileira de petróleo e gás natural no ⁠mês.

PETROBRAS E SHELL  

A Petrobras registrou produção de 3,44 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), alta de 14,5% em relação a junho de 2025.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela expansão dos campos do pré-sal, especialmente Búzios e Mero.

A Shell manteve-se como a segunda maior produtora entre os consorciados do país, com produção atribuída de 561,6 mil boe/d em junho, avanço de 7,4%.

A companhia tem participação relevante nos principais ativos do pré-sal da Bacia de Santos, incluindo Mero e Tupi, que continuaram entre os maiores contribuintes para o crescimento da produção nacional.

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