Ofertas por Copasa ficam abaixo de mínimo e MG prepara mudanças, ação cai
As ofertas recebidas de interessados em serem investidores de referência da Copasa ficaram abaixo do mínimo pretendido pelo governo mineiro e o Estado vai preparar mudanças no processo de privatização da estatal de água e esgoto, afirmou uma fonte próxima do assunto nesta quarta-feira.
"Não chegou no preço e vai ter 'rebid'", afirmou a fonte à Reuters.
Mais cedo, a Copasa anunciou que a oferta pública secundária de ações registrada na semana passada vai ser modificada, após pedido do acionista vendedor na operação, o governo do Estado de Minas Gerais. Detalhes não foram fornecidos sobre a natureza das alterações.
As ações da Copasa lideravam as perdas do Ibovespa às 13h, recuando 5,1%, enquanto o índice mostrava oscilação positiva de 0,07%.
Procurado, o governo de Minas Gerais afirmou em comunicado que "as alterações (na oferta) serão submetidas à deliberação do Comitê de Coordenação e Governança de Estatais e um novo cronograma atualizado da oferta será oportunamente reapresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)", também sem dar detalhes. Já a Copasa repetiu a informação do governo estadual, sem dar mais informações.
Pelas condições anteriores, o anúncio do investidor de referência da Copasa no âmbito do processo de privatização da empresa seria feito nesta quarta-feira.
Itaúsa, fundo soberano de Cingapura (GIC) e Equipav, acionistas da Aegea, uma das maiores companhias de saneamento do Brasil, anunciaram na segunda-feira que fizeram uma oferta pelos 30% da Copasa por meio de uma companhia chamada Livorno.
O jornal Valor publicou na segunda-feira que a Equatorial, acionista de referência da Sabesp também apresentou oferta pela fatia na estatal mineira.
O governo de Minas Gerais detém 50% da Copasa atualmente e pelo plano inicial, venderia 30% da empresa para um investidor de referência, estimando levantar cerca de R$6 bilhões, disponibilizaria 15% para demais investidores (mais R$3 bilhões), ficando com uma fatia de 5%.
Além de anunciar os investidores de referência, o governo de Minas Gerais tinha previsão nesta quarta-feira de confirmar à B3 que os interessados em serem investidores de referência da companhia superaram o preço mínimo pretendido pela fatia de 30% da empresa em poder do Estado.
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