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O que são tarifas, como as aplicadas pelo governo Trump? Veja perguntas e respostas sobre o tema

Presidente dos Estados Unidos afirma que o aumento de taxas sobre produtos importados pode proteger fabricantes locais, criar mais empregos e diminuir o déficit federal

5 mar 2025 - 09h57
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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, está engajado em aumentar as tarifas sobre produtos estrangeiros que chegam ao país. As novas tarifas sobre produtos importados do México, Canadá e China começaram a valer a partir da meia-noite da terça-feira, 4. A medida gerou reações imediatas de reciprocidade dos países envolvidos.

A seguir, veja perguntas e respostas sobre as tarifas, os planos de Trump e a opinião de economistas sobre as medidas.

O que são as tarifas?

Tarifas são impostos sobre mercadorias importadas. Geralmente são cobradas como uma porcentagem do preço que um comprador paga a um vendedor estrangeiro. Nos Estados Unidos, as tarifas são coletadas por agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras em 328 portos de entrada pelo país. As taxas variam: por exemplo, são geralmente de 2,5% sobre carros de passageiros e 6% sobre sapatos de golfe. Tarifas podem ser menores para países com os quais os EUA têm acordos comerciais.

Antes de os EUA começarem a impor tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e do México, a maioria das mercadorias circulava entre os três países sem tarifas, devido ao Acordo EUA-México-Canadá, firmado pelo então presidente Donald Trump.

O que diz Trump sobre as tarifas?

Trump defende as tarifas, insistindo que são pagas por países estrangeiros. Na realidade, são as empresas importadoras americanas que pagam as tarifas, e o dinheiro vai para o Tesouro dos EUA. Essas empresas normalmente repassam os custos adicionais aos consumidores na forma de preços mais altos.

Trump afirmou que as tarifas criam mais empregos na indústria, reduzem o déficit federal, diminuem os preços dos alimentos e permitem que o governo subsidie o cuidado infantil.

"As tarifas são a melhor coisa já inventada", disse Trump em um comício em Flint, Michigan, durante sua campanha presidencial. Durante seu primeiro mandato, ele impôs tarifas de forma agressiva, atingindo painéis solares, aço, alumínio e praticamente todos os produtos da China. Ele até se autodenominou "Tariff Man" ("Homem da Tarifa").

Nos últimos anos, os EUA têm gradualmente se afastado de seu papel pós-Segunda Guerra Mundial de promover o livre comércio global e a redução de tarifas. Isso ocorre, em parte, como resposta à perda de empregos industriais nos EUA, amplamente atribuída ao comércio irrestrito e à ascensão da China como potência manufatureira.

Para que servem as tarifas?

Ao aumentar o preço das importações, as tarifas podem proteger fabricantes locais. Elas também podem servir para punir países estrangeiros por práticas comerciais desleais, como subsidiar seus exportadores ou vender produtos a preços injustamente baixos.

Antes do estabelecimento do imposto de renda federal, em 1913, as tarifas eram uma grande fonte de receita para o governo. Entre 1790 e 1860, elas representavam 90% da receita federal, de acordo com Douglas Irwin, economista do Dartmouth College.

No ano fiscal encerrado em 30 de setembro, o governo arrecadou cerca de US$ 80 bilhões em tarifas e taxas, um valor pequeno em comparação aos US$ 2,5 trilhões arrecadados com impostos sobre a renda individual e os US$ 1,7 trilhão arrecadados com impostos da Previdência Social e do Medicare.

O que dizem os economistas?

Economistas tradicionais são, em geral, céticos em relação às tarifas, pois as consideram uma forma ineficiente de arrecadar receita para o governo.

As tarifas aumentam os custos para empresas e consumidores que dependem de importações. Além disso, frequentemente provocam retaliação.

A União Europeia, por exemplo, reagiu às tarifas de Trump sobre aço e alumínio taxando produtos americanos, como bourbon e motocicletas Harley-Davidson.

Da mesma forma, a China respondeu à guerra comercial de Trump impondo tarifas sobre produtos dos EUA, incluindo soja e carne suína, em um esforço calculado para prejudicar seus apoiadores no meio rural.

Um estudo de economistas do MIT, da Universidade de Zurique, de Harvard e do Banco Mundial concluiu que as tarifas de Trump falharam em restaurar empregos na indústria americana./Com AP

Estadão
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