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O papel das empresas é vital para um futuro sustentável

A maioria das empresas brasileiras que investem em sustentabilidade estão apenas pensando em obter uma imagem institucional melhor.

3 dez 2021 06h30
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Qual é o papel das empresas para garantir um futuro mais sustentável?
Qual é o papel das empresas para garantir um futuro mais sustentável?
Foto: Weather / Reprodução

Acompanhamos nas últimas semanas recordes de temperatura sendo batidos. Mais de uma vez, na mesma semana, tanto no Canadá (49.6 °C) quanto na Califórnia (54.4°C), que teve o recorde de maior temperatura já registrada de forma precisa no mundo todo. Também vimos imagens que nunca antes imaginamos, como a de pessoas presas em um metrô cheio de água na China, neve pesada no Brasil, enchentes e incêndios devastadores praticamente ao mesmo tempo na Turquia, o ar de Nova York se tornando o mais poluído do mundo por algumas horas devido à fumaça dos incêndios no outro lado do país, a água levando tudo o que vinha pela frente em diversos países da Europa, Ásia e Oriente Médio.

Quando olhamos para esses acontecimentos todos nos sentimos impotentes. E algumas perguntas ficam em aberto: Como vamos evitar essa sensação de normalidade no ano que vem? O que podemos fazer para reverter essa situação? Como podemos nos comprometer com um uso mais consciente dos recursos? Qual é o papel das empresas para garantir um futuro mais sustentável?

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado em julho de 2020 mostra que a maioria das empresas brasileiras que investem em sustentabilidade estão apenas pensando em obter uma imagem institucional melhor. 

Esse é um dos maiores equívocos que as organizações cometem, uma vez que  acreditam que a sustentabilidade é algo secundário e que não está alinhado aos objetivos estratégicos do negócio como competitividade, inovação e propósito da empresa em servir a sociedade com soluções a longo prazo gerando impacto positivo.    

Segundo o estudo, 59,4% das organizações deram essa justificativa, enquanto 54,3% afirmaram que investem com o objetivo de se adequar aos códigos ambientais. O estudo mostra que as empresas brasileiras ainda não entenderam a relevância de ser sustentável e responsável socialmente.

A sigla ESG se refere aos três principais fatores para medir o índice de sustentabilidade e impacto social de uma organização: em inglês, environmental, social and governance; em português, ambiental, social e governança. A sua análise pode determinar como a empresa se posiciona em relação ao planeta e a sociedade em que está inserida.

Mais do que nunca, as organizações que pretendem se manter inovadoras e responsáveis ética, política e ambientalmente, precisam imprimir uma verdadeira revolução na forma como impactam a sociedade de maneira mais consciente, olhando aspectos sobre como é feita a utilização de recursos naturais, como são descartados os resíduos do seu processo industrial, como é a emissão de gases na atmosfera, quais são eles e qual o nível de poluição produzida. 

Outros fatores que podem ser observados ainda é se há desmatamento e reflorestamento, como é feito o uso da água, que tipo de energia é utilizada, como tratam colaboradores e toda a cadeia produtiva, como a organização trata os direitos humanos e a legislação trabalhista, se há transparência na divulgação de dados ou qual é o tipo de relacionamento que a organização possui com governos e políticos.

Para isso é necessário desenvolver uma nova mentalidade das lideranças alinhadas às práticas da nova economia, tratando concorrentes não como inimigos, mas com potencial de colaboração porque o foco é o impacto na sociedade, no resultado final. 

Além disso, o desenvolvimento de uma cultura centrada em pessoas, nas suas necessidades e emoções, líderes que praticam a vulnerabilidade e reconhecem as suas limitações. Transparência com clientes, colaboradores e toda a sua cadeia, um compromisso ético e responsável com as cadeiras que ocupam usando esse poder para a transformação do mundo.

(*) Carine Roos é especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão. Ela é CEO e fundadora da Newa Consultoria.

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