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Novo mais rico do País é chamado de "Warren Buffett brasileiro"

15 fev 2013 - 07h03
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Jorge Paulo Lemann, formado na Universidade de Harvard, é considerado um "Warren Buffett" brasileiro, de acordo com o jornal inglês Financial Times (FT). Da mesma forma que o investidor americano, que já foi o mais rico do mundo e que nesta sexta-feira ocupa a quarta posição na lista de bilionários da Bloomberg, o brasileiro é conhecido no País por sua habilidade em participar de grandes fusões e aquisições, sendo a mais famosa a criação da AB InBev, a maior cervejaria do mundo em vendas. Segundo o FT, assim como o Buffet, ele também tem um olho para investimentos controversos.

Após a queda nos preços das ações das empresas de Eike Batista, considerado pelo jornal como o magnata brasileiro da mineração, a "Bloomberg" classificou Lemann como o homem mais rico do Brasil, com uma fortuna de US$ 18.8 bilhões, na 36ª posição dos bilionários. Sua ascensão seguiu a alta do Brasil no cenário mundial - passando da sétima para a sexta maior economia do mundo.

O jornal afirma que a revista brasileira Istoé Dinheiro disse que ao contrário dos investidores americanos, que só têm olhos para o setor de tecnologia, os empresários brasileiros consideram investir em setores considerados "antigos" como cerveja, cimento, aço e até mesmo de hambúrgueres. Lemann mostrou seu apelo pelos investimentos tradicionais na compra da marca Heinz, realizada na quinta-feira junto a Buffet, manobra que mostra sua habilidade como investidor global, diz a publicação.

Ex-campeão de tênis brasileiro, Lemann, 73 anos, tem um pai suíço e se mudou para o país europeu após bandidos tentaram sequestrar seus filhos, em 1999. Elecomeçou como estagiário no banco Credit Suisse e, em 1971, montou seu próprio banco de investimentos, o Banco Garantia, a tempo de ser pego em uma quebra do mercado de ações que quase acabou com seus recursos.

Junto com seus sócios Marcel Telles e Carlos Sicupira, ele vendeu o banco Garantia ao Credit Suisse em 1998 por quase US$ 1 bilhão. Em 2008, o trio usou a InBev, a cervejaria internacional que tinham construído a partir da Ambev para fazer a fusão de US$ 52 bilhões com a cervejaria americana Budweiser, diz o jornal. O trio voltou a ser notícia em 2010, quando a base nova-iorquina do fundo de investimento 3G assumiu o Burger King por US$ 3,3 bilhões.

O brasileiro é conhecido no País por sua habilidade em participar de grandes fusões e aquisições
O brasileiro é conhecido no País por sua habilidade em participar de grandes fusões e aquisições
Foto: André Dusek/AE
Fonte: Terra
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