Nestlé recolhe fórmula infantil por erro em preenchimento de documento para Anvisa
Empresa afirma que a falha ocorreu na conversão de unidades de medida de selênio e iodo, mas garante que os produtos são seguros e estão dentro dos limites legais
A Nestlé Brasil informou que a resolução do Diário Oficial da União (DOU), desta quinta-feira, 12, sobre o recolhimento de lotes de uma das suas fórmulas infantis decorre de uma falha de conversão em dados enviados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em nota divulgada nesta quinta-feira, a fabricante disse que houve equívoco na declaração das unidades de medida de selênio e iodo nos laudos de avaliação. "Os valores registrados de 31,1 mcg para selênio e 175,7 mcg para iodo correspondem, na realidade, a 3,11 mcg e 17,57 mcg por 100 kcal, respectivamente, montantes que atendem aos limites previstos na legislação."
A empresa comunicou que está em contato com a autoridade sanitária para prestar esclarecimentos e reitera que os produtos são seguros para o consumo. A Nestlé afirmou ter sido surpreendida pela publicação do recolhimento, uma vez que os parâmetros nutricionais reais estão em conformidade com as normas vigentes. "O erro ocorreu no preenchimento das métricas de microgramas por quilograma em substituição ao padrão de microgramas por 100 gramas exigido nos protocolos de fiscalização."
O incidente ocorre após a Nestlé Brasil ter realizado, em 7 de janeiro de 2026, um recolhimento voluntário de outros lotes de fórmulas infantis por causa da presença da substância cereulide em ingrediente de fornecedor externo.
Naquela ocasião, a toxina, derivada do microrganismo Bacillus cereus, foi identificada em testes de rotina, o que levou à interrupção do uso e à substituição dos produtos para evitar reações adversas como vômitos e diarreia em consumidores.