Natura estuda venda de participação minoritária em sua marca de luxo
Decisão final será tomada pelo Conselho de Administração da Natura &Co somente após avaliação das várias alternativas em estudo
A Natura &Co comunicou nesta quarta-feira, 30, que avalia a viabilidade de venda de participação minoritária na Aesop, sua subsidiária de luxo. "O processo de venda de participação minoritária está em estágio inicial de consultas sigilosas e não há até o momento qualquer definição quanto aos termos e condições de uma potencial transação", diz o fato relevante.
A imprensa internacional noticiou evoluções nessa possibilidade, já anteriormente noticiada pelo Estadão/Broadcast, mediante a fala do CEO da companhia. Além da separação (spin-off) e do IPO, que já haviam sido comunicados ao mercado, Fábio Barbosa citou neste mês uma possível entrada de fundo private equity. "Não está nas cartas um estudo de venda total", afirmou à época, no entanto.
Segundo o fato relevante dessa manhã, a decisão final será tomada pelo Conselho de Administração da Natura &Co somente após avaliação das várias alternativas em estudo, não estando descartado um potencial IPO ou spin-off (separação do grupo) da Aesop, dependendo de condições de mercado e outros fatores a serem considerados.
Para o Citi, a venda de participação minoritária é o melhor caminho.
"Se isso (venda parcial ou total para um parceiro financeiro) for realmente confirmado, significaria que a Natura está planejando uma rota alternativa (ou seja, não IPO/spin-off) para extrair valor da Aesop. Como mencionamos em nossa nota anterior, a Aesop é o ativo de crescimento mais rápido/mais rentável da empresa (35% das vendas líquidas CAGR 2016-21); portanto, deve comandar múltiplos mais altos", escreveram os analistas do Citi.
Eles avaliam que desbloquear valor por meio da venda de uma participação minoritária para um parceiro financeiro seria o melhor caminho, pois a empresa continuaria consolidando o negócio e até abriria as portas para um eventual IPO em melhores condições de mercado.
"Estimamos que o ativo poderia ser negociado com múltiplo de 10-20 vezes o EV/EBITDA, contra os atuais 5,9 vezes previsto para 2023 da Natura&Co", concluem.