MRV tem queda de 6,6% em vendas no 3º tri, geração de caixa dispara
A construtora de imóveis residenciais MRV teve queda de 6,6 por cento nas vendas contratadas do terceiro trimestre ante mesmo período de 2017, a 1,445 bilhão de reais, mas a geração de caixa da companhia dobrou impulsionada por recebimentos de vendas anteriores.
A companhia também elevou os lançamentos do período em 18,5 por cento, para 1,675 bilhão de reais, e deve apresentar performance robusta nesta frente também no quarto trimestre, afirmou Eduardo Fischer, co-presidente da construtora.
"O quarto trimestre tradicionalmente é muito forte e estou otimista", disse o executivo após a divulgação da prévia. "No quarto trimestre do ano passado nosso lançamento foi muito forte...e o quarto trimestre deste ano vai ser mais forte ainda", acrescentou.
Para os lançamentos do quarto trimestre, a MRV afirma que já possui 81 por cento dos alvarás necessários para atingir o objetivo de 50 mil unidades no ano.
No quarto trimestre do ano passado, a MRV elevou os lançamentos em 56 por cento na comparação anual e em 18,2 por cento na relação trimestral, para 1,617 bilhão de reais.
Segundo Fischer, a queda nas vendas do terceiro trimestre refletiu entre outros motivos a instabilidade nos financiamentos pelo FGTS no Estado de São Paulo.
Não fosse isso, a companhia, que só registra como vendidos imóveis com financiamento bancário já assegurado, teria registrado crescimento disse o executivo. Nas contas da MRV, a empresa deixou de reconhecer no trimestre um valor geral de vendas de 115 milhões de reais a mais ante o trimestre anterior.
A geração de caixa da MRV de julho a setembro foi de 237 milhões de reais, ante 116 milhões no mesmo período do ano passado e 98 milhões entre abril e junho.
Já os cancelamentos de vendas, conhecidos no setor como distratos, subiram 5,5 por cento na comparação anual e 14,6 por cento na medição sequencial, para 279 milhões de reais.
A ação da MRV fechou o dia em queda de 4,1 por cento, entre as principais perdas da sessão. O Ibovespa fechou estável.
Fischer afirmou que espera que o fim das incertezas geradas pelo processo eleitoral ajude a acelerar os negócios no quarto trimestre, após terem sido impactados no primeiro turno do pleito. "Daqui para frente, essa incerteza diminui porque as pessoas começam a olhar o ano que vem com um pouco mais de otimismo....Ainda tem demanda muito grande (por habitação) na baixa renda".
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