0

MRV Engenharia estuda aquisição de fatia da construtora da família Menin nos EUA

Segundo fontes, negociação estaria em fase final e deve girar em torno de US$ 235 milhões; empresa nos EUA tem três projetos em desenvolvimento, que somam 650 apartamentos, na região de South Florida

4 set 2019
12h04
atualizado às 12h31
  • separator
  • 0
  • comentários

A MRV Engenharia estuda investir na AHS Residential, empresa que atua no segmento de imóveis multifamiliares nos Estados Unidos, conforme fato relevante divulgado na noite de terça-feira.

AHS Residential é controlada pela família Menin e tem como fundador e presidente do conselho Rubens Menin, presidente do conselho de administração da MRV e controlador da companhia, com 32,58% de participação.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast com fontes, a negociação está em fase final e deve girar em torno de US$ 235 milhões. A AHS fica na Flórida e foi fundada por Menin em 2012. O primeiro empreendimento foi entregue em 2015. Atualmente, a AHS tem três projetos em desenvolvimento que somam 650 apartamentos, com a previsão de entrega em 2019, de acordo com informações do site da empresa.

Em 2017, o fundo Silverpeak Real Estate Partners adquiriu uma participação de 5% na AHS, injetando recursos na ampliação das operações. Com isso, Menin ficou com 95% da empresa. Com a compra da empresa norte-americana, a MRV vai internacionalizar as suas operações. Segundo fontes, a intenção é expandir os negócios além da Flórida.

Até aqui, MRV e AHS já mantinham parceria em pesquisas voltadas para tecnologia, materiais de construção e métodos construtivos, com uma equipe de brasileiros enviados para a Flórida.

Estratégia

"Aquisição da AHS é um importante passo na estratégia de diversificação da MRV, criando uma nova via de crescimento e fortalecendo a companhia", diz a apresentação disponível no site da construtora brasileira.

De acordo com o fato relevante, "os estudos foram motivados pela lucratividade e retorno do mercado de incorporação, aluguel e venda para o segmento americano de workforce para a MRV. Esta rentabilidade é fruto do modelo de contínua reciclagem de ativos, que garante baixa necessidade de capital."

Segundo a empresa, porém, "até o momento não há qualquer documento que vincule a companhia". Segundo a MRV, qualquer eventual decisão a respeito da realização do investimento estará sujeita à avaliação de um colegiado independente designado pela administração da companhia e posterior submissão aos acionistas.

A MRV disse ainda que analisa um aporte direcionado a financiar o crescimento da AHS, "sem desembolso para os atuais acionistas que não venderão suas participações". Ela disse ter interesse no mercado americano, dono de enorme potencial e "é uma importante estratégia de diversificação".

Sem sinergia

Analistas do Itaú BBA afirmam que a aquisição pode ajudar a MRV a expandir suas operações para além do segmento Minha Casa Minha Vida. Eles não veem, porém, sinergias claras para as operações da MRV na aquisição de uma empresa que opera no mercado imobiliário dos EUA.

Além disso, observam que a operação poderia lançar alguma sombra sobre os padrões de governança corporativa da empresa, uma vez que se trata de uma transação com partes relacionadas, conforme nota distribuída a clientes. (com Reuters)

Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade