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Previdência deve ser chancelada pelo STF, diz ministro

Proposta do presidente Jair Bolsonaro deve ser apresentada em fevereiro

31 jan 2019 - 18h02
(atualizado às 18h22)
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Um antigo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou à Reuters nesta quinta-feira que uma proposta de reforma da Previdência que o governo do presidente Jair Bolsonaro pretende apresentar ao Congresso em fevereiro deve ser chancelada pela corte em caso de ser questionada.

Na avaliação desse ministro, que preferiu falar sob o anonimato porque o assunto ainda não foi judicializado, o tribunal é "muito adulto" nessa questão e que, caso não haja nenhuma supressão de direitos adquiridos, como cortes de benefícios já consolidados, a proposta não será barrada pela corte.

STF reunido em sessão com a presença da procuradora-geral da República, Raquel Dodge
20/09/2017
REUTERS/Ueslei Marcelino
STF reunido em sessão com a presença da procuradora-geral da República, Raquel Dodge 20/09/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

"Não se tem uma segunda melhor opção. Não se trata disso. Não se trata de fazer ou não fazer, isso não está em jogo. Não tem escolha. A reforma é necessária e já nasce velha", disse esse magistrado.

O ministro destacou que as reformas econômicas no país são "urgentes" e que é preciso sair desse modelo corporativo e estatizante que levou o país para essa atual crise fiscal. Para ele, a reforma da Previdência "já está atrasada" e é preciso, por exemplo, acabar com a possibilidade que ocorre em alguns Estados em que um coronel da Polícia Militar se aposente com cerca de 40 anos.

Relação com o governo

Quanto à relação do STF com o novo governo, esse magistrado afirmou que é difícil de emitir um juízo agora, porque o governo está começando. Disse não ver nenhum caso de submissão do Supremo com o Executivo.

Segundo ele, não houve nenhuma violação dos direitos do preso na decisão do presidente da corte, Dias Toffoli, de permitir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se encontrar com parentes no dia do enterro do irmão Genival Inácio da Silva.

Lula, que recebeu a autorização minutos antes do enterro do irmão, preferiu não encontrar com familiares.

Contudo, o ministro admitiu que é preciso que os ministros do Supremo conversem entre si e tomem decisões que não sejam passíveis de revisão pelos colegas.

Na corte, segundo outra fonte, ministros estariam incomodados com a revisão de decisões tomadas durante o recesso tanto por Toffoli quanto do ex-presidente em exercício, Luiz Fux, como se eles, em vez de apenas terem uma hierarquia administrativa, também tivessem uma superioridade do ponto de vista jurídico.

"Isso não é bom, temos que conversar. Mesmo quando decidimos monocraticamente, temos de ser mais integrativos. A gente precisa ter essa cautela", disse, ao avaliar que é preciso se pensar no "espírito geral" do STF.

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