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Merkel defende que UE fique isenta de tarifas americanas

9 mar 2018
16h21
atualizado às 18h21
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Chanceler federal da Alemanha pede diálogo com os EUA após Trump confirmar sobretaxas de importação do aço e do alumínio. Guerra comercial não beneficiaria ninguém, afirma.A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, criticou nesta sexta-feira (09/03) as sobretaxas de importação do aço e do alumínio adotadas pelos Estados Unidos e defendeu o diálogo para lidar com a questão, assim como uma isenção para a União Europeia (UE).

Merkel: "Buscamos muito conscientes o diálogo"
Merkel: "Buscamos muito conscientes o diálogo"
Foto: DW / Deutsche Welle

Após uma reunião com associações líderes da economia alemã, em Munique, Merkel afirmou que vê a imposição das tarifas com preocupação e ressaltou seu total apoio à Comissão Europeia para que se dirija à Organização Mundial de Comércio (OMC) e busque o diálogo com as autoridades americanas e com outros países, como a China.

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"Precisamos agora, de preferência, primeiro dialogar. O melhor seria se pudéssemos ficar isentos", acrescentou a chanceler.

Ao ser questionada se temia uma guerra comercial, Merkel afirmou apenas que seu caminho não ajuda ninguém. "Estamos convencidos de que no fim é prejudicial para todos. Ninguém ganharia com uma corrida como esta. E, por isso, buscamos muito conscientes o diálogo", acrescentou.

A chanceler não quis comentar as medidas tarifárias cogitadas pela União Europeia (UE) para responder a Washington. Merkel destacou, porém, que a Alemanha, o lado da Europa, também pode reagir.

Ela lembrou ainda que há um regime de tarifas negociado no marco da OMC e que a Alemanha trabalhou sempre em favor de um tratado de livre-comércio com os EUA e da eliminação de barreiras. A chanceler garantiu que esse deve ser o objetivo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, oficializou na quinta-feira as tarifas de 25% nas importações de aço e 10% nas de alumínio, materiais que são essenciais para os setores de construção e manufatura. A medida entra em vigor em 15 dias. México e Canadá foram, por enquanto, excluídos da medida.

O governo americano deixou aberta a possibilidade para países solicitarem isenções, mas não revelou os critérios para a concessão desse benefício. A Casa Branca, porém, disse que a isenção será concedida àqueles que conseguirem resolver a ameaça que suas exportações representam aos EUA.

A decisão americana revoltou a comunidade internacional. Após o anúncio da taxação na semana passada, vários países disseram que não ficariam de braços cruzados e que estabeleceriam tarifas e barreiras comerciais a produtos dos Estados Unidos. O governo brasileiro afirmou que manterá a preferência pelo diálogo, mas não descartou ações para preservar os direitos e interesses nacionais.

CN/dpa/afp/efe

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