Mercados recuperam fôlego com trégua entre EUA e Irã
Discussões sobre o memorando de entendimento continuam entre os países
A trégua veio depois de um fim de semana de escalada militar no Golfo Pérsico. Segundo fonte do governo americano citada por Reuters e AFP, as discussões técnicas devem continuar em torno do memorando de entendimento.
O alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã melhora o humor dos mercados nesta segunda-feira (29), após os dois países sinalizarem uma pausa temporária nos confrontos, a retomada do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz e a reabertura das negociações.
A trégua veio depois de um fim de semana de escalada militar no Golfo Pérsico. Segundo fonte do governo americano citada por Reuters e AFP, as discussões técnicas devem continuar em torno do memorando de entendimento. O Axios informou que uma nova rodada pode ocorrer na terça-feira (30), em Doha, embora autoridades iranianas ainda não tenham confirmado o encontro.
Apesar do avanço diplomático, o cenário segue instável. O Irã reafirmou que tem autoridade sobre Ormuz, enquanto novos ataques israelenses levaram o Hezbollah a mencionar direito de autodefesa, ampliando a pressão sobre as negociações.
No setor de commodities, os contratos futuros do petróleo operam em alta moderada, recuperando parte das perdas de quase 10% registradas na semana passada, em meio à retomada das tensões entre EUA e Irã, que reacende os temores sobre interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. O Brent/agosto avança 0,47%, cotado a US$ 72,33, enquanto o WTI/agosto sobe 0,75%, a US$ 69,75.
Nos mercados globais, o efeito é misto. Bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, com alívio após relatos de que EUA e Irã concordaram em interromper novos ataques, com destaque para Hong Kong, que liderou os ganhos. Na Europa, os índices operam em baixa, com investidores monitorando os desdobramentos no Oriente Médio após EUA e Irã concordarem em suspender novos ataques.
No Brasil, o destaque é o lançamento do Desenrola Adimplentes, nova modalidade da política de crédito do governo voltada a consumidores que mantêm as contas em dia, mas contrataram empréstimos em períodos de juros elevados. A expectativa é que possam aderir consumidores que tenham pago regularmente pelo menos quatro parcelas de financiamentos de até R$ 15 mil.
O programa pretende facilitar a migração dessas dívidas para linhas mais baratas, embora enfrente resistência dos bancos, que questionam a viabilidade econômica da iniciativa e avaliam que o público potencial seja limitado, entre 3 milhões e 4 milhões de pessoas.
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