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Mercado vê déficit primário maior neste ano e no próximo, mostra Prisma

14 jun 2024 - 12h27
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Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda pioraram suas previsões para o resultado primário do governo neste e no próximo e elevaram marginalmente as projeções para a dívida pública bruta no mesmo período, mostrou nesta sexta-feira o relatório Prisma Fiscal de junho.

Segundo o relatório, a expectativa mediana agora é de saldo primário negativo de 79,715 bilhões de reais em 2024, ante visão anterior de déficit de 76,825 bilhões de reais. Para 2025, a expectativa para o resultado primário também piorou, a déficit de 90,134 bilhões de reais, ante 87,458 bilhões no mês passado.

Em relação à dívida bruta do governo geral, os economistas agora esperam que ela chegue a 77,33% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final de 2024, de 77,30% projetados em maio. Em 2025, a previsão é de que a dívida chegue a 80,15% do PIB, ante projeção anterior de 79,90%

Os dados vêm em meio a preocupações persistentes do mercado com o compromisso fiscal do governo, diante das dúvidas sobre a capacidade do Executivo de aprovar medidas de aumento de arrecadação e críticas ao que é visto como falta de compromisso com o corte de despesas.

A meta do governo é zerar o déficit primário ao fim deste ano.

Para a arrecadação, a expectativa mediana subiu para este ano, mas diminuiu em relação ao próximo. A nova projeção indica a entrada de 2,603 trilhões de reais neste ano, contra 2,593 trilhões estimados no mês anterior.

Em 2025, no entanto, a arrecadação federal é vista em 2,734 trilhões de reais, ante 2,741 trilhões em maio.

Diante das barreiras impostas para o aumento da arrecadação, o governo tem sido pressionado a revisar alguns de seus gastos, iniciativa que vem sendo defendida pela equipe econômica, liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mas é alvo de resistências dentro do próprio governo

Os economistas consultados no Prisma elevaram suas projeções para as despesas totais do governo central neste ano -- a 2,207 trilhões de reais, ante 2,189 trilhões no mês anterior -- e no próximo -- 2,321 trilhões de reais, de 2,313 trilhões em maio.

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