Medidas sobre diesel não engessam nem mudam estratégia de preços da Petrobras, diz CEO
As medidas do governo brasileiro para evitar uma disparada dos preços do diesel na esteira da alta do petróleo, que incluem um programa de subsídios, não engessam nem mudam a estratégia de precificação de combustíveis da Petrobras, disse a CEO da petroleira, Magda Chambriard, nesta sexta-feira a jornalistas.
Em coletiva de imprensa para comentar o reajuste de preço do diesel pela empresa, de R$0,38/litro, a executiva afirmou que a adesão da Petrobras ao programa de subsídios, juntamente com a alta da cotação anunciada pela empresa, significa aumento potencial de valor recebido de R$0,70/litro pela empresa.
Caso não houvesse a política do governo, a Petrobras teria elevado os preços em R$0,70, disse.
A Petrobras calcula que o aumento do diesel puro para o consumidor será residual, de R$0,06/litro, sem considerar biodiesel, após o reajuste anunciado nesta sexta-feira.
A companhia considera que o reajuste do diesel está em plena consonância com sua estratégia de precificação, que não mudou e que busca não repassar volatilidades do petróleo ao mercado doméstico, afirmou a CEO.
Mas ela ponderou que a empresa continua a acompanhar os preços internacionais e novas medidas podem ser tomadas a qualquer momento.
"A Petrobras fez a sua parte com objetivo de mitigar impactos do aumento do preço do diesel para a sociedade", destacou.