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EUA: McDonald's tem 25 novos processos por assédio sexual

A rede de fast food afirmou que não deve ser responsabilizada por como os funcionários de seus restaurantes franqueados se comportam

21 mai 2019
13h03
atualizado às 13h44
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O McDonald's foi acusado nos Estados Unidos em 25 novas ações legais de tolerar assédio sexual no local de trabalho e punir funcionários que se manifestam.

As novas acusações e ações judiciais contra uma das marcas mais conhecidas do mundo foram divulgadas nesta terça-feira pela American Civil Liberties Union (Aclu), o grupo trabalhista Fight for $15 e o Times Up Legal Defense Fund, que querem expandir o movimento #MeToo para além de figuras proeminentes em Hollywood e em outros lugares.

Logotipo de loja do McDonald's em Los Angeles. 24/10/2017. REUTERS/Lucy Nicholson
Logotipo de loja do McDonald's em Los Angeles. 24/10/2017. REUTERS/Lucy Nicholson
Foto: Reuters

O McDonald's informou que possui mais de 14 mil locais nos Estados Unidos, dos quais mais de 90% são franqueados, com cerca de 850 mil trabalhadores, por isso alega que não deve ser responsabilizada por como os funcionários de restaurantes franqueados se comportam.

Em cartas e à senadora Tammy Duckworth e ao apresentador do Top Chef Padma Lakshmi, que apoiam a causa dos trabalhadores, o presidente-executivo do McDonald's, Steve Easterbrook, disse que a cadeia de fast food melhorou e definiu claramente suas políticas de assédio e treinou mais donos de franquias.

"O McDonald's está enviando uma mensagem clara de que estamos comprometidos em criar e sustentar uma cultura de confiança em que os funcionários se sintam seguros, valorizados e respeitados", escreveu Easterbrook.

Mais de 50 acusações e ações judiciais foram registradas contra o McDonald's nos últimos três anos, informou a Aclu.

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