Máfia do paypal: quem são os milionários membros do grupo?
Apelido glamouroso esconde uma rede de poder e influência que concentra capital, tecnologia e decisões de impacto global nas mãos de poucos nomes. Conheça os bastidores do grupo que criou startups bilionárias e ajudou a definir o novo capitalismo digital.
No imaginário da cultura tech, poucas histórias são tão celebradas quanto a da chamada "Máfia do PayPal" — um grupo de ex-funcionários da fintech que, após a venda da empresa para o eBay em 2002, fundou ou impulsionou alguns dos maiores nomes da tecnologia contemporânea. Tesla, LinkedIn, YouTube, Palantir, SpaceX: todas essas empresas têm, de alguma forma, o DNA desses empreendedores.
Mas por trás do glamour do termo "máfia" e da narrativa de sucesso, está uma trama mais complexa — marcada por concentração de capital, influência política, redes fechadas de investimento e pouca diversidade. Afinal, até que ponto o "legado" da Máfia do PayPal é realmente positivo para a inovação e para a sociedade?
De startup a culto: como nasceu a "máfia"
A história começa em 1998, quando Max Levchin, Peter Thiel e Luke Nosek fundaram a Confinity, que mais tarde se fundiu com a X.com de Elon Musk. Nascia o PayPal, uma das primeiras plataformas de pagamento online com tração global.
Após anos turbulentos e uma guerra interna de poder entre Musk e Thiel, a empresa foi vendida ao eBay por US$ 1,5 bilhão em 2002.
O que se seguiu foi uma debandada: praticamente todos os funcionários da primeira geração saíram da companhia — e começaram a fundar suas próprias startups. Em poucos anos, estavam por trás de empresas como YouTube, Yelp, Palantir, LinkedIn, Tesla e outras.
A alcunha "Máfia do PayPal" foi cunhada pela imprensa, em tom de brincadeira. A icônica capa da Fortune, de 2007, mostrava os ...
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