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Lula rebate críticas sobre falta de responsabilidade fiscal e diz que pobres não pagarão conta

Segundo presidente, superávit nas contas públicas deste ano, de 2,8% do PIB, não foi o que o mercado quer, mas sim o que o governo federal conseguiu fazer

6 nov 2026 - 14h17
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Resumo
O presidente Lula rebateu críticas à gestão fiscal e defendeu sua equipe econômica, afirmando que o Executivo busca manter o equilíbrio das contas sem penalizar os pobres com cortes no orçamento. Ele pontuou que o superávit projetado representa o possível diante do cenário herdado do governo anterior, criticou a pressão do sistema financeiro e comparou a dívida do Brasil com a de nações desenvolvidas, sustentando que a situação fiscal do país é tratada com rigor e seriedade.

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu críticas sobre falta de responsabilidade fiscal do governo e disse que o Executivo possui brigas internas para manter a política econômica com responsabilidade. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 6, em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia (MME).

"Ninguém neste País pode falar mais de responsabilidade fiscal do que minha equipe econômica. Esses meninos que ganham pouco, que se matam de trabalhar e são xingados, brigando com outros ministros porque nós temos que tirar dois tostões de um para colocar no outro. Ficam o ano inteiro brigando para manter a política fiscal com responsabilidade", declarou Lula.

O presidente rejeitou ideias de fazer cortes no orçamento em medidas que beneficiam as classes mais baixas. "A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta, nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício", declarou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O presidente também declarou que o superávit nas contas públicas deste ano, de 2,8% do PIB, não foi o que o mercado quer, mas sim o que o governo federal conseguiu fazer.

"Nós estamos entregando o orçamento agora com superávit. Não é o que sistema financeiro quer, porque ele quer tudo, mas é o que a gente pode fazer", declarou Lula.

O presidente declarou também que é preciso analisar como ele recebeu o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes de questionar os resultados econômicos.

"Alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal? Para alguém falar que a gente não tem, as pessoas precisam dizer como é que nós pegamos esse governo", declarou.

O presidente voltou a dizer que aprendeu a ter responsabilidade fiscal no contato que teve com a mãe, Dona Lindu, que o ensinava que "ninguém pode gastar mais do que tem".

No discurso, o presidente comparou a dívida pública do Brasil com outros países, dizendo que eles possuem metade da brasileira. O presidente também disse que os números brasileiros não correspondem à realidade e pediu para que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, pudesse fazer uma apresentação futura à imprensa.

"Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que nós temos? Qual é a dívida interna dos EUA, da França, do Japão ou da Itália? Perto da nossa, é o dobro em relação ao PIB. Se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo que aparece", disse Lula.

Estadão
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