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Lula cita Pix como 'referência' do Brasil em tecnologia durante almoço do G7 na França

Petista criticou big techs ao mencionar que elas 'possuem valor equivalente ao de grandes economias', enquanto 2,6 bilhões de pessoas permanecem sem internet; presidente também alertou que IA pode ampliar desigualdades

17 jun 2026 - 13h35
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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou, durante almoço do G7 sobre inteligência artificial, o Pix como "referência de como dados integrados podem promover inclusão financeira e eficiência digital". A referência acontece no momento em que os Estados Unidos usaram a ferramenta, criada pelo Banco Central, para justificar tarifas contra produtos brasileiros.

Lula não mencionou o nome do Pix, mas citou o mecanismo durante seu discurso no evento do G7, realizado na França. O presidente afirmou que o Pix é "uma de nossas maiores entregas para o cidadão brasileiro, um sistema de pagamento público e gratuito que serve como referência de como dados integrados podem promover inclusão financeira e eficiência digital".

O discurso do presidente no almoço não foi transmitido. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência divulgou o conteúdo da fala algumas horas depois do evento.

O presidente da República elogiou os avanços tecnológicos permitidos por meio do avanço da inteligência artificial, mas disse que é preciso que "o engajamento das grandes empresas de tecnologia é indispensável para que o futuro digital seja construído e vivido de forma segura, ética e alinhada ao interesse público". Para Lula, "regular o ambiente digital é central para proteger direitos fundamentais".

O petista também criticou as big techs ao mencionar que elas "possuem valor equivalente ao de grandes economias", enquanto "2,6 bilhões de pessoas ainda permanecem desconectadas da internet". Ele falou que "sem ação deliberada, a inteligência artificial pode ampliar — e não reduzir — desigualdades".

Lula disse que "entre 2016 e 2021, um único país foi responsável por quase 90% das exportações globais de serviços de computação em nuvem". Ele não mencionou, mas esse país é justamente os Estados Unidos.

"Enquanto isso, muitos países do Sul Global continuam inseridos na economia digital como fontes de dados, mercados consumidores e fornecedores de insumos estratégicos", completou o presidente brasileiro.

Lula ainda defendeu a Organização das Nações Unidas (ONU), dizendo que "nenhum foro substitui a universalidade das Nações Unidas".

Estadão
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