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Fed mantém juros entre 3,50% e 3,75% na 1ª decisão sob novo comando, com Kevin Warsh

Em decisão unânime, o Banco Central americano mantém os juros inalterado, pela quarta vez consecutiva, nesta quarta-feira, 17

17 jun 2026 - 15h15
(atualizado às 15h47)
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O Federal Reserve (Fed), equivalente ao Banco Central para os Estados Unidos manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, pela quarta vez consecutiva, nesta quarta-feira, 17. A decisão foi unânime: os 12 integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) votaram a favor da manutenção dos juros, em linha com a expectativa do mercado. Essa foi a primeira decisão de política monetária do banco central americano sob a presidência de Kevin Warsh.

Sob a presidência de Kevin Warsh, o Fed promoveu uma revisão significativa de seu comunicado: eliminou referências explícitas a possíveis ajustes futuros nos juros e adotando um texto mais enxuto.

No comunicado, o Fed avaliou que a economia dos Estados Unidos continua crescendo em ritmo sólido, apesar do elevado nível de incerteza. Pela primeira vez desde a escalada das tensões na região, o Fed mencionou explicitamente o conflito no Oriente Médio como um dos fatores que contribuem para esse cenário.

Segundo a autoridade monetária, a atividade econômica segue sustentada pelo forte crescimento da produtividade e dos investimentos. O mercado de trabalho também permanece resiliente, com a geração de empregos acompanhando a expansão da força de trabalho e a taxa de desemprego mostrando pouca variação.

O Fed no comunicado, reforçando o compromisso de trazer a inflação de volta à meta.

Em relação à inflação, o Fed reiterou que os preços continuam acima da meta de 2% e associou parte dessa pressão a choques de oferta que afetaram determinados setores, incluindo energia. A referência ocorre em meio à volatilidade recente dos mercados de petróleo, influenciados pelos desdobramentos da guerra.

"O Comitê entregará estabilidade de preços", afirmou

Comunicado ganha revisão sob novo presidente

No comunicado, a principal mudança foi a retirada completa do trecho em que o Fomc afirmava que avaliaria "a magnitude e o momento de ajustes adicionais" na taxa. Também desapareceram as referências ao monitoramento contínuo dos riscos para a economia e à disposição de ajustar a política monetária caso necessário.

Com isso, o comunicado deixa de oferecer qualquer orientação futura sobre a trajetória da política monetária, limitando-se ao informar a manutenção da taxa de juros entre 3,5% e 3,75%.

Em abril, a referência sobre possíveis ajustes futuros na política monetária causou a dissidência de três presidentes de distritais: Austan Goolsbee (Chicago), Beth Hammack (Cleveland) e Lorie Logan (Dallas). Na ocasião, eles discordaram sobre o tom da declaração e defendiam que o texto do Fed não deveria sugerir outras flexibilizações dos juros diante do cenário de incerteza.

O Fed também alterou sua avaliação da economia. Em vez de dizer que os ganhos de emprego permaneceram baixos, como no texto anterior, a autoridade monetária passou a afirmar que a criação de vagas acompanha o crescimento da força de trabalho. Além disso, destacou pela primeira vez que o crescimento da produtividade e os investimentos de capital permanecem fortes.

Na inflação, o banco central abandonou a menção à recente alta dos preços globais de energia e passou a atribuir as pressões inflacionárias a choques de oferta que afetaram diversos setores, incluindo energia. Também substituiu o compromisso de retornar a inflação à meta de 2% pela afirmação mais direta de que o Comitê "entregará estabilidade de preços".

Estadão
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