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Lucro do Goldman Sachs no 2º tri supera estimativas

14 jul 2026 - 11h48
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O Goldman ‌Sachs superou as expectativas de Wall Street para o lucro do segundo trimestre, à medida que a atividade de fusões e aquisições ganhou força e a volatilidade dos mercados provocada pela guerra no Oriente Médio impulsionou a divisão de ações a um nível recorde.

O ⁠lucro líquido total do banco foi de US$6,63 bilhões, ou US$20,98 ‌por ação, nos três meses encerrados em 30 de junho. No mesmo período do ano anterior, o Goldman havia registrado lucro ‌de US$3,72 bilhões, ou US$10,91 por ação. ‌Previsões compiladas pela LSEG apontavam lucro de US$14,48 por ⁠ação.

Os riscos relacionados à inflação e as incertezas sobre os juros mantiveram os investidores cautelosos, levando a uma reavaliação agressiva de carteiras e a um aumento das receitas das mesas de negociação de ações.

Alguns analistas afirmaram que o IPO da SpaceX pode ter proporcionado ‌um impulso adicional aos volumes negociados. O Goldman foi um dos ‌principais coordenadores da aguardada ⁠oferta pública inicial ⁠da empresa de Elon Musk.

A divisão de ações gerou receita de US$7,42 bilhões, ⁠um salto de 72% em ‌relação ao mesmo período ‌do ano anterior. Já a receita da divisão de renda fixa, câmbio e commodities (FICC) avançou 32%, para US$4,59 bilhões.

"O ritmo acelerou em todas as nossas áreas de negócios. Os clientes ⁠estão recorrendo a nós para liderar suas transações mais estratégicas e relevantes, que muitas vezes dão origem a atividades em toda a franquia", disse o presidente-executivo do Goldman Sachs, David Solomon, em comunicado.

"Esperamos que esse ciclo virtuoso ‌de atividade continue", acrescentou.

As ações disparavam cerca de 8% nesta terça-feira.

M&A, GESTÃO

As receitas do Goldman com banco de investimento cresceram 55%, para ⁠US$3,40 bilhões no trimestre, impulsionadas por maiores volumes de emissões de ações e dívida, além do fortalecimento da área de assessoria.

A atividade corporativa permaneceu resiliente apesar das turbulências no Oriente Médio, em parte devido aos esforços das empresas para expandir e fortalecer seus negócios ligados à inteligência artificial.

O Goldman assessorou mais de US$1 trilhão em fusões e aquisições anunciadas no primeiro semestre de 2026, um ritmo recorde para qualquer banco de investimento.

A receita da divisão de gestão de ativos e patrimônio do Goldman subiu 20%, para US$4,60 bilhões, mantendo sua trajetória positiva.

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