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Lojas com conceito coletivo abrem espaço para novas marcas

19 set 2012 - 07h29
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A advogada Aline Aleixo Quintão, de São Paulo, teve a ideia de montar uma loja que abrigasse pequenos empreendedores durante uma viagem ao exterior, em 2007. Quando voltou ao Brasil, descobriu que esse tipo de negócio já estava sendo praticado por aqui, mas ainda era pouco explorado. A oportunidade vislumbrada fez com que Aline deixasse o diploma de Direito e decidisse montar a loja coletiva Cada Qual, em sociedade com a irmã, Eidi. "Esse modelo de loja é muito bacana, porque um pequeno empresário faz com que um microempreendedor consiga crescer e firmar a sua marca", diz a advogada.

A Cada Qual está no mercado desde 2009. Neste ano, as sócias abriram mais uma filial em São Paulo
A Cada Qual está no mercado desde 2009. Neste ano, as sócias abriram mais uma filial em São Paulo
Foto: Divulgação

A Cada Qual está no mercado desde 2009. O negócio vem evoluindo e, neste ano, as sócias abriram mais uma filial em São Paulo. Os espaços dentro da loja são divididos por meio de caixas, cada uma destinada a expor os produtos de um microeempreendedor. Os espaços possuem diferentes tamanhos e têm um aluguel que varia entre R$ 90 e R$ 500 mensais. Além disso, o microempreendedor que vende seu produto nas caixas paga uma taxa administrativa de 10% sobre cada venda, valor destinado a impostos e taxas das administradoras de cartões de crédito e débito.

Cada empreendedor que investe no aluguel de uma caixa tem acesso a um relatório de vendas diário. Os créditos acontecem a cada 30 dias, para o que foi vendido com pagamento à vista, e a cada 60 dias, nas compras feitas com cartão.

Para 2013, um dos grandes objetivos das empresárias é franquear a marca. Ainda para 2012, a loja vai organizar uma feira de artesanato nos fundos de uma das unidades, a da Rua Augusta. O evento vai acontecer entre outubro, novembro e dezembro, aos sábados e domingos. Cada expositor vai pagar R$ 200 por final de semana.

A rede possui ao todo 255 caixas e todas estão alugadas. Segundo Aline, as lojas faturam mensalmente R$ 53 mil (renda gerada exclusivamente pelos aluguéis).

Endossa

A loja colaborativa Endossa surgiu em 2007. A intenção dos sócios era fazer um negócio físico que se assimilasse ao conceito colaborativo da web 2.0. "A ideia dos espaços divididos em caixas é de que eles seriam como os 'perfis' de cada vendedor. Cada locador monta a sua caixa como deseja, do mesmo modo como os perfis na internet", esclarece Gustavo Ferriolli, sócio da Endossa.

A ideia deu certo e, para expandir a marca, a Endossa virou franquia. A marca detém uma loja própria e três franqueadas. Juntando o faturamento bruto de todas as unidades, o negócio deve render R$ 5 milhões até o final de 2012.

"Hoje, estamos com a abertura de franquias paralisadas até o início de 2013. Estamos preparando um novo plano para lançar o projeto novamente", diz Gustavo. O empreendedor afirma que o valor da taxa de franquia da Endossa na nova fase vai ficar na casa dos R$ 40 mil.

Vitor Parucker, franqueado da Endossa em Brasília, está com a loja em funcionamento há cerca de seis meses. Na sua unidade, o valor do aluguel das caixas na unidade vai de R$ 160 a R$ 580 por mês. De acordo com o franqueado, a média de faturamento bruto mensal (com as caixas) é de mais R$ 30 mil. A unidade de Brasília está com todas as 108 caixas locadas. A rede Endossa também cobra a taxa administrativa de 10% referente a impostos e cartões de crédito e débito.

Encaixados

O primeiro endereço da loja coletiva Encaixados foi na internet. Com o tempo, o casal de sócios Adhemar Sacramento e Cristiane Assanuma percebeu que havia a necessidade de o negócio virtual se expandir por meio de uma loja física. "O empreendedor que vende pela internet também tem a caixa na loja física. É um meio de ele fazer o público conhecer seu produto de perto", conta Adhemar.

Desde 2010, a loja tem endereço físico em São Paulo. O empreendedor que deseja vender um produto na Encaixados tem opções de caixas, cabides e mancebos. Os valores dos aluguéis variam de R$ 100 a R$ 350, de acordo com o tipo e tamanho do espaço. A loja está toda locada e fatura mensalmente (em aluguel de espaços) R$ 10 mil. Além disso, há também a taxa administrativa de 10% referente a impostos e despesas.

O site da Encaixados continua em funcionamento e quem expõe na loja física também está presente na internet. Segundo Adhemar, apesar de estar a menos tempo em funcionamento, a loja física é responsável por 60% das vendas.

Entre os planos para o futuro, está a organização de feiras colaborativas para que os microempreendedores possam expor suas peças a preços mais acessíveis.

Fonte: Cross Content
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