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LATAM afirma que demanda no Brasil está forte e reservas permanecem estáveis

22 jun 2026 - 10h06
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A LATAM Airlines afirmou que ‌a demanda no Brasil continuou forte e que as reservas futuras se mantiveram estáveis, mesmo com a desaceleração em alguns segmentos de viagem mais sensíveis aos preços, após o recente aumento nos preços dos combustíveis relacionado ao conflito no Oriente Médio.

A diretora de relações com ⁠investidores, Tori Creighton, disse à Reuters que o Brasil continuou a se ‌destacar tanto no mercado doméstico quanto no internacional, enquanto as tendências gerais de reservas e os índices de ocupação permaneceram sólidos, sem ‌impacto significativo nas reservas futuras.

Creighton afirmou que ‌a menor demanda observada pela companhia em alguns segmentos sensíveis ⁠às tarifas havia sido, até o momento, compensada pela solidez em outras partes de sua rede.

As perspectivas da companhia aérea tornaram-se mais cautelosas nos últimos meses, depois que a companhia afirmou que os preços mais altos do combustível pesariam nos resultados, apesar de um primeiro ‌trimestre recorde.

A empresa informou que o aumento nos preços do combustível adicionou ‌cerca de US$40 milhões ⁠aos custos operacionais ⁠do primeiro trimestre e poderia adicionar outros US$700 milhões no segundo trimestre, também ⁠considerando preços do combustível de aviação ‌de US$170 por barril ‌no segundo e terceiro trimestres e US$150 por barril no quarto trimestre. O preço médio do combustível de aviação ficou em cerca de US$139 por barril em meados de junho, de acordo ⁠com dados do setor.

A LATAM acrescentou que espera uma margem operacional ajustada na faixa de um dígito médio a baixo no segundo trimestre, abaixo dos 19,8% registrados no primeiro trimestre. A companhia aérea deve divulgar seus resultados no final ‌de julho.

Assim como outras companhias aéreas, a LATAM utiliza contratos de hedge para limitar sua exposição às oscilações nos preços do combustível. ⁠Esses contratos permitem que as companhias aéreas fixem ou limitem parte de seus custos com combustível antecipadamente, amortecendo o impacto de um aumento repentino, embora não o eliminem totalmente.

Creighton disse que os contratos de hedge firmados antes do conflito no Oriente Médio já ofereciam alguma proteção e que a LATAM posteriormente adicionou cobertura de curto prazo para o segundo e terceiro trimestres de 2026.

Questionada se a companhia aérea aumentaria ainda mais as tarifas, imporia sobretaxas ou faria ajustes adicionais na capacidade, ela não deu detalhes, dizendo apenas que a LATAM estava contando com operações de hedge, gestão de receitas, medidas de eficiência e flexibilidade operacional.

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