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Joice diz que, por reforma, pedirá voto até para o PT

'Na pauta de costumes a gente briga, mas na Previdência, temos de ter união', disse a líder do governo no Congresso

28 fev 2019
04h10
atualizado às 08h35
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BRASÍLIA - Recém-indicada como líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que vai procurar a oposição para discutir um eventual apoio à aprovação da reforma da Previdência. Para ela, a pauta demanda união de todos os partidos independentemente da posição política.

Deputada federal, Joice Hasselmann (PSL-SP)
Deputada federal, Joice Hasselmann (PSL-SP)
Foto: MARCELO CHELLO/CJPRESS/ / Estadão Conteúdo

A deputada indicou que já tem conversado com integrantes do PSB, PCdoB e PDT, e admitiu que pedirá voto até mesmo para o PT, partido que ela critica amplamente. "Que sejam nomes que entendam o momento do País, todos são bem-vindos. Vou pedir voto para todo mundo. Se precisar pedir para o PT, eu peço. Na pauta de costumes a gente briga, mas na Previdência, temos de ter união", disse.

Para ela, o apelo dos governadores dos partidos de oposição será importante no convencimento das bancadas no Congresso. "Essa consciência no bolso dos governadores de oposição vai ser importante para trazê-los de alguma forma para cá e influenciar suas bancadas."

Joice contou também que os líderes partidários, em reunião com o presidente Jair Bolsonaro na noite de terça-feira, cobraram para que ele seja "o garoto-propaganda" da reforma e se empenhe mais na defesa da proposta nas redes sociais. Ela também afirmou que caberá aos "influencers digitais" do PSL, partido do presidente, usarem o alcance que possuem na internet para o convencimento da população. Segundo Joice, o presidente afirmou que está disposto a ouvir a todos. "Acho que um novo tempo se inicia na relação do Congresso com o Planalto", disse.

Sem dar detalhes, Joice afirmou que a aprovação de novas regras para a aposentadoria "abrirá a porteira para uma pauta positiva na economia" e permitirá que novos projetos neste sentido sejam analisados pelo Congresso.

A deputada destacou também que a base de apoio ao governo está em processo de construção na Câmara e no Senado e que os presidentes das duas Casas estão ajudando na consolidação.

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Estadão
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