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Itaú faz acordo com sindicato e oferece até 10 salários adicionais a demitidos no home office

Banco confirma negociação com entidade e diz que demissões estão em conformidade com a legislação brasileira e com as políticas internas da empresa

7 out 2025 - 11h57
(atualizado às 12h01)
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RIO - O Itaú Unibanco entrou em acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região para o pagamento de até 10 salários mínimos adicionais aos funcionários demitidos pelo banco, em setembro deste ano, com a justificativa de baixa produtividade no trabalho remoto. De acordo com a entidade da categoria, o acordo prevê valor fixo de R$ 9 mil, 13ª cesta-alimentação e manutenção da taxa de financiamento imobiliário diferenciada aos ex-funcionários.

Segundo o sindicato, o acordo foi firmado em mediação com o Itaú no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), na segunda-feira, 6, e o banco teria se comprometido a não encerrar o modelo de teletrabalho.

"Desde a demissão em massa, o sindicato amparou os trabalhadores e denunciou que os mesmos não tinham conhecimento do monitoramento e seus critérios; não receberam feedback prévio; o monitoramento não levou em consideração especificidades de cada área; trabalhadores promovidos e premiados foram demitidos; a demissão não foi previamente comunicada ao sindicato, desrespeitando o processo negocial; e que os demitidos foram expostos pelo banco de forma vexatória", diz o sindicato, por meio de nota.

Por sua vez, em nota, o Itaú diz que "conduziu as partes a um ambiente de conciliação e entendimento mútuo, contribuindo significativamente para a prevenção da judicialização coletiva e individual."

De acordo com o banco, os termos finais do acordo ainda estão sob segredo de justiça por pedido da entidade sindical até a assembleia marcada para esta quinta-feira, 9.

"O banco reitera, no entanto, que os desligamentos ocorridos em 8 de setembro não caracterizam demissão em massa. Tratam-se de desligamentos plúrimos, nos quais foram consideradas as condições individuais de cada colaborador, sem objetivo de redução de quadro, e com fundamentação objetiva vinculada à aderência à jornada de trabalho e à atividade digital aferida em sistemas corporativos, sempre em conformidade com a legislação brasileira e com as políticas internas", diz o Itaú.

À época das demissões, O Itaú confirmou os desligamentos em nota ao Estadão/Broadcast, mas ressaltou que ocorreram após "revisão criteriosa" de condutas relacionadas ao trabalho remoto, de forma individual.

Segundo o banco, "em alguns casos, foram identificados padrões incompatíveis com nossos princípios de confiança, que são inegociáveis para o banco."

"Essas decisões fazem parte de um processo de gestão responsável e têm como objetivo preservar nossa cultura e a relação de confiança que construímos com clientes, colaboradores e a sociedade", afirmou a nota do Itaú, que foi divulgada em setembro.

A proposta deverá ser aprovada em assembleia nesta quinta-feira, mas a adesão deve ser individual, com assistência do sindicato e quitação total do contrato de trabalho. Os funcionários demitidos terão um prazo de até seis meses para adesão ao acordo.

Estadão
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