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UE está pronta para garantir apoio vital da Itália para acordo com Mercosul

6 jan 2026 - 14h26
(atualizado às 15h39)
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A Comissão Europeia parece ter conquistado o apoio crucial da Itália nesta terça-feira para um controverso acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo caminho para que a UE assine o acordo já na próxima semana.

No mês passado, Itália e ‌França frustraram as esperanças de um acordo em dezembro, dizendo que não estavam prontas para apoiá-lo até que fossem ‌resolvidos os temores dos agricultores de um influxo de commodities baratas do Mercosul, incluindo carne bovina e açúcar.

No entanto, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, recebeu com satisfação uma carta enviada pela Comissão nesta terça-feira propondo acelerar o apoio de 45 bilhões de euros aos agricultores, descrevendo-a como um "passo positivo e significativo".

O ministro italiano da Agricultura, ‍Francesco Lollobrigida, disse que a União Europeia estava agora propondo aumentar os gastos com a agricultura italiana em 2028-2034, em vez de cortá-los.

Uma fonte da UE disse posteriormente que a Itália votaria a favor do acordo comercial do Mercosul em uma reunião na sexta-feira.

A Comissão Executiva, apoiada por países como ‌Alemanha e Espanha, está tentando obter a ampla maioria de 15 membros da ‌UE, representando 65% da população da UE, necessária para autorizar a assinatura da UE, possivelmente já em 12 de janeiro.

ACORDO SERIA O MAIOR DA UE EM TERMOS DE CORTES TARIFÁRIOS

Eles afirmam que o acordo, que vem sendo construído há 25 anos e seria o maior da UE em termos de redução de tarifas, é vital para impulsionar as exportações afetadas pelos impostos de importação dos EUA e para reduzir a dependência da China, garantindo o acesso a minerais essenciais.

Como a Polônia e a Hungria se opõem ao acordo e a França ainda é crítica, a posição da Itália é um fator determinante para que o acordo seja assinado.

A Comissão manteve discussões com os Estados-membros nas últimas duas semanas e o bloco está no caminho certo para assinar o acordo em breve, disse um porta-voz do Executivo.

O Executivo da UE convidou todos os 27 ministros de Agricultura da UE para uma reunião em Bruxelas na quarta-feira.

Os comissários europeus de Agricultura, Comércio e Saúde devem dar garantias sobre o futuro financiamento para os agricultores no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC) do bloco, incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros no próximo orçamento da UE.

A iniciativa ‌da Comissão de fundir os fundos de coesão regional e o dinheiro da PAC no próximo orçamento de sete anos alarmou as nações agrícolas.

A Comissão também analisará os controles de importação, incluindo os níveis máximos permitidos de resíduos de pesticidas, disseram dois diplomatas da UE.

"É um momento crítico para discutir as demandas dos agricultores", disse um dos diplomatas.

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