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IPCA-15 sobe mais que o esperado em maio por energia e alimentos; taxa em 12 meses supera teto da meta

27 mai 2026 - 09h15
(atualizado às 09h54)
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O IPCA-15 subiu ‌mais do que o esperado em maio, sob pressão dos preços de energia elétrica e alimentos, com a taxa em 12 meses superando o teto da meta do Banco Central.

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,62%. O resultado mostrou desaceleração ante a taxa ⁠de 0,89% em abril, mas superou a expectativa de economistas levantada em ‌pesquisa da Reuters de avanço de 0,53%.

Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda que, nos 12 ‌meses até maio, o índice passou a ‌acumular alta de 4,64%, de 4,37% no mês anterior e ⁠expectativa de 4,55%.

Com isso, a taxa supera o teto da meta perseguida pelo BC -- 3,0% por cento medido pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual -- pela primeira vez no ano. Em janeiro, o IPCA-15 subiu exatamente 4,5% no acumulado em 12 meses.

O Banco Central reduziu a Selic ‌a 14,5% em abril, mas pregou cautela para os próximos passos diante ‌das incertezas provocadas pelo ⁠conflito. A autoridade ⁠monetária volta a se reunir neste mês para discutir a política monetária.

Em maio, os ⁠grupos Alimentação e Bebidas e Habitação ‌se destacaram com altas ‌respectivamente de 1,38% e 1,03% sobre o mês anterior.

O avanço da alimentação no domicílio desacelerou a 1,73%, de 1,77% em abril. Apresentaram altas a batata-inglesa (26,29%), o tomate (12,97%), o leite longa vida (6,07%) e carnes (1,98%). ⁠Por outro lado houve quedas em maçã (-2,32%) e do café moído (-2,09%).

Já a energia elétrica residencial subiu 2,16% em maio e exerceu o maior impacto individual no IPCA-15 do mês, quando passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$1,885 ‌a cada 100kWh consumidos. Desde janeiro, a bandeira adotada era a verde, sem cobranças adicionais.

Transportes foi o único grupo com resultado negativo, com ⁠deflação de 0,33%, com os custos dos combustíveis passando a cair 1,47% após alta de 6,06% em abril. O etanol registrou queda de 2,73%, o óleo diesel caiu 2,04% e a gasolina recuou 1,32%. Já o gás veicular teve alta de 2,12% e as passagens aéreas aumentaram 3,25%.

A mais rente pesquisa Focus realizada pelo BC mostra que a projeção para o IPCA este ano é de alta de 5,04%, e de 4,01% em 2027. A expectativa é de que a Selic termine 2026 em 13,25%.

O IPCA-15 estima a variação de preços coletados entre meados do mês anterior até meados do mês de referência na comparação com o período imediatamente antecedente.

(Edição de Isabel Versiani)

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