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Institutos reduzem previsões de crescimento da Alemanha por tarifas e atraso no impulso fiscal

4 set 2025 - 09h13
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Os principais institutos econômicos da Alemanha reduziram nesta quinta-feira as previsões de crescimento para 2025 e 2026, citando as tarifas dos Estados Unidos e atrasos no impulso dos gastos públicos em uma economia dependente de exportações.

O instituto Ifo agora prevê que o Produto Interno Bruto vai expandir 0,2% em 2025 e 1,3% em 2026, uma redução de 0,1 e 0,2 ponto percentual em relação às suas projeções anteriores. Ele prevê um crescimento de 1,6% em 2027.

A Alemanha tem lutado para recuperar o ímpeto após dois anos de contração, afetada pela fraqueza da demanda global, altos custos de energia e uma queda na produção industrial.

"Se a política econômica permanecer paralisada, haverá ameaça de mais anos de paralisia econômica e erosão da Alemanha como local de negócios", disse Timo Wollmershaeuser, chefe de previsões da Ifo.

O Ifo estimou que a política econômica planejada por Berlim proporcionará um impulso fiscal de 9 bilhões de euros este ano, aumentando para 38 bilhões de euros em 2026 e 19 bilhões de euros em 2027.

O Instituto Kiel para a Economia Mundial disse que as expectativas de negócios melhoraram com as perspectivas de maiores gastos do governo, mas a política tarifária dos EUA continua sendo um empecilho.

O IfW reduziu sua previsão de crescimento para 2025 de 0,3% em junho para 0,1% e agora vê o PIB crescendo 1,3% em 2026, abaixo dos 1,6% anteriores, e 1,2% em 2027.

Berlim está pronta para utilizar fundos públicos recém disponíveis a partir de 2025, o que poderia elevar o crescimento do próximo ano em cerca de 0,6 ponto percentual e em 0,3 ponto percentual em 2027.

O Instituto Leibniz de Pesquisa Econômica RWI projeta que o PIB crescerá 0,2% em 2025, 1,1% em 2026 e 1,4% em 2027, marcando revisões para baixo de 0,1 e 0,4 ponto percentual em relação às suas projeções anteriores.

A partir de 2026, um impulso fiscal de cerca de 0,9% do PIB ao ano deverá fazer a maior parte do trabalho, disse o instituto, mas advertiu que os gastos do governo não podem ser um substituto permanente para o investimento privado.

"Os programas de gastos do governo... não resolvem os problemas fundamentais de competitividade da economia alemã", disse o economista-chefe do RWI, Torsten Schmidt.

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