Inflação britânica permanece no nível mais baixo de 13 meses antes de decisão do Banco da Inglaterra
A inflação britânica manteve-se inesperadamente em 2,8% em maio, inalterada em relação à mínima de 13 meses alcançada em abril, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira, um dia antes de o Banco da Inglaterra anunciar sua próxima decisão sobre as taxas de juros.
A libra se desvalorizava ligeiramente em relação ao dólar após a divulgação dos dados, e os investidores reduziram um pouco suas expectativas de um aumento nas taxas ainda este ano.
Economistas consultados pela Reuters previam um aumento para 3,0% em maio, já que o conflito entre Estados Unidos e Irã manteve a inflação britânica quase um ponto percentual acima do que o Banco da Inglaterra havia previsto em fevereiro.
Preços mais baixos do que em abril para carnes, vegetais e laticínios, bem como para o óleo de aquecimento doméstico, ajudaram a compensar um aumento nas tarifas aéreas e na gasolina, informou o Escritório Nacional de Estatísticas.
A inflação tem permanecido acima da meta de 2% do Banco da Inglaterra durante a maior parte dos últimos cinco anos. Em abril, o Banco da Inglaterra afirmou que era provável que ela subisse para mais de 3,5% até o final do ano e pudesse ultrapassar 6% no início do próximo ano, no cenário mais adverso entre os três considerados.
No entanto, os mercados financeiros se animaram esta semana com um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, que promete reabrir o Estreito de Ormuz - importante corredor para as exportações de petróleo - e que deve ser assinado na Suíça nesta sexta-feira.
Economistas consultados pela Reuters esperam que o Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra vote por 7 a 2 a favor da manutenção das taxas de juros em 3,75%.
Embora o presidente Andrew Bailey afirme que o Banco da Inglaterra tem tempo para aguardar e avaliar o impacto do conflito, algumas autoridades temem que as empresas aproveitem a situação para aumentar os preços de forma mais generalizada, ou que isso possa abalar a confiança das famílias na meta de inflação do Banco da Inglaterra.
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