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Indicador Antecedente de Emprego no Brasil vai a máxima desde fevereiro de 2020 em julho, diz FGV

5 ago 2021 08h23
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O mercado de trabalho doméstico voltou a ganhar força em julho, com o Indicador Antecedente de Emprego no Brasil avançando para patamares pré-pandemia, de acordo com dados informados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Mulher coloca currículo em caixa no centro de São Paulo
06/10/2020 REUTERS/Amanda Perobelli
Mulher coloca currículo em caixa no centro de São Paulo 06/10/2020 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, teve alta de 1,6 ponto em julho, a 89,2 pontos, máxima desde fevereiro de 2020 (92,0).

"O IAEmp mantém em julho a tendência positiva dos últimos meses, retornando ao nível anterior à pandemia", disse Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre, em nota.

"O resultado positivo sugere que a melhora nos números da pandemia e a redução das medidas restritivas podem estar impulsionando a retomada do mercado de trabalho. Além disso, também há uma expectativa mais favorável em serviços, setor que emprega muito, com a maior circulação de pessoas."

Os dados da FGV mostraram que, entre os componentes do IAEmp, o indicador que mede a situação corrente dos negócios no setor dos Serviços avançou 10,2 pontos na margem, contribuição de 87% para a alta do índice geral.

Apesar do resultado promissor de julho, "é importante ressaltar que ainda existe um espaço para recuperação e que até mesmo o nível pré pandemia ainda retratava um cenário desafiador no mercado de trabalho", alertou Tobler.

Dados divulgados pelo IBGE na semana passada mostraram que a taxa de desemprego no Brasil recuou ligeiramente no trimestre encerrado em maio, mas ainda é a segunda mais alta da série histórica, com 14,8 milhões de desempregados, conforme a economia ainda busca engatar uma recuperação dos danos causados pela Covid-19.

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